Jornada Scania
[ Soluções de Transporte ] -- 08/10/2026
[ Coordenação editorial: 528 Comunicação Com Propósito / Fotos: Scania ]

O que estamos escolhendo quando compramos um caminhão?

Por Silvio Renan, diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil
Comprar um caminhão nunca foi apenas escolher um veículo. É escolher uma forma de operar, um nível de produtividade, uma estratégia para o negócio e, cada vez mais, um caminho para os próximos anos.
O transporte brasileiro está passando por uma transformação que vai muito além da tecnologia embarcada nos veículos. Mudam as necessidades das operações, a forma como as empresas avaliam seus investimentos e, principalmente, o que significa tomar uma decisão de compra. Hoje, essa escolha precisa fazer sentido não apenas quando o caminhão entra na frota, mas durante toda a sua vida útil.
É nesse contexto que assumo a direção de Vendas de Soluções da Scania no Brasil. Depois de pouco mais de um ano à frente da área de serviços da Scania no Peru, retorno ao meu país com a sensação de missão cumprida e, ao mesmo tempo, com enorme energia para este novo desafio.
Voltar ao Brasil e à operação onde construí grande parte da minha trajetória profissional tem um significado especial. É também uma oportunidade de colocar a experiência acumulada em vendas, serviços e outras áreas a serviço dos nossos clientes, da nossa Rede de concessionárias e das nossas equipes. Mais do que conhecer produtos e mercados, essa trajetória me ensinou que, no transporte, cada operação tem uma realidade própria — e que boas soluções começam por ouvir e compreender essa realidade.
Os números reforçam a importância desse olhar. A Anfavea projeta retração de 6% nas vendas de caminhões e ônibus em 2026, enquanto o mercado total de veículos deve apresentar crescimento. Em um cenário como esse, não basta olhar para o tamanho do mercado. É preciso entender o que está por trás de cada decisão de compra, quais são as prioridades de cada segmento e, principalmente, qual resultado o cliente precisa alcançar.
Minha visão é que o nosso papel vai muito além de vender um caminhão ou um ônibus. Precisamos entender profundamente a operação do cliente e, a partir daí, construir com ele a melhor solução de transporte. Isso significa olhar para o negócio de maneira holística, considerando não apenas o investimento inicial, mas tudo aquilo que determina o resultado ao longo do tempo.
O cliente está cada vez mais atento ao custo total da operação. Consumo de combustível, manutenção, disponibilidade da frota, produtividade, financiamento, valor de revenda e capacidade de geração de receita fazem parte da mesma equação.
Um caminhão que custa menos para ser comprado, mas permanece parado por mais tempo, pode não ser a melhor escolha. Da mesma forma, uma tecnologia sofisticada só entrega valor quando consegue melhorar a produtividade, reduzir custos, aumentar a disponibilidade ou apoiar uma decisão mais inteligente.
Essa mudança de perspectiva também transforma a relação entre fabricantes e transportadores. O cliente não procura apenas um produto. Ele busca previsibilidade, simplicidade, disponibilidade e parceria. Quer respostas mais rápidas, processos mais fáceis e soluções que façam sentido para a realidade da sua operação.
A tecnologia tem um papel fundamental nessa transformação, mas não é um fim em si mesma. Ela ganha valor quando transforma dados em decisões, quando antecipa uma necessidade de manutenção, quando ajuda a reduzir o consumo, quando melhora o planejamento ou quando permite que uma frota opere de maneira mais eficiente. O mesmo vale para a sustentabilidade.
A transição energética deixou de ser uma discussão distante para entrar definitivamente na agenda das empresas de transporte. Hoje, vemos clientes avaliando alternativas como gás e biometano não apenas pela redução de emissões, mas também para atender às novas demandas de embarcadores, cidades e diferentes cadeias de transporte. Isso mostra que sustentabilidade e competitividade já não podem ser tratadas como temas separados. A escolha energética de uma frota começa a fazer parte da própria estratégia do negócio.
É nesse cenário que a Fenatran ganha ainda mais relevância. A maior feira do setor na América Latina reúne diferentes elos da cadeia do transporte rodoviário de cargas e cria um ambiente privilegiado para discutirmos, de maneira prática, o que está mudando nas estradas e dentro das empresas.
Precisamos falar sobre quais tecnologias já fazem sentido para cada aplicação, onde ainda estão as barreiras para sua adoção, como financiar a renovação das frotas, de que maneira os dados podem se transformar em decisões melhores e, principalmente, como construir operações economicamente viáveis no longo prazo.
Essas questões não pertencem a uma única empresa ou a um único elo da cadeia. Fabricantes, transportadores, embarcadores, concessionários, instituições financeiras e fornecedores têm perspectivas diferentes, mas compartilham uma responsabilidade: contribuir para um transporte mais eficiente, sustentável e preparado para as demandas que estão surgindo.
Conheço as particularidades da nossa atividade e sei que temos um ambiente competitivo pela frente. Também conheço a força da Scania, de nossos produtos, de nossas soluções e, principalmente, da nossa Rede de concessionárias. Temos uma marca forte, profissionais altamente qualificados e uma proposta de valor construída sobre um princípio que considero cada vez mais importante: ajudar o cliente a obter o menor custo total de operação e, consequentemente, melhores resultados para o seu negócio. É essa visão que quero levar para a minha nova função.
Porque, no fim, quando um transportador compra um caminhão, ele não está comprando apenas aço, tecnologia, potência ou capacidade de carga. Está escolhendo produtividade. Está escolhendo disponibilidade. Está escolhendo custos. Está escolhendo como pretende operar amanhã. E, cada vez mais, está escolhendo um parceiro para ajudá-lo a tomar essas decisões.
Para quem está na ponta, inovação só tem sentido quando melhora o negócio. É com essa perspectiva que quero construir os próximos passos: ouvindo nossos clientes, trabalhando lado a lado com nossa Rede e mobilizando nossas equipes para transformar tecnologia, serviços e conhecimento em resultados concretos.
Porque o futuro do transporte não será definido apenas pelos caminhões que colocaremos nas estradas, mas pelas escolhas que fizermos para que eles trabalhem melhor, por mais tempo e de maneira cada vez mais sustentável.

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