Jornada Scania
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[ Acontece na Scania ] -- 19/02/2026
[ Texto: Simone Leticia Vieira / Fotos: Arquivo pessoal, Scania ]

Do caminhão de brinquedo ao Scania da estrada

Conheça a história de William Barbosa De Paulo, que transformou sua paixão de infância em uma trajetória marcada por aprendizado e gratidão ao longo da vida no transporte
William Barbosa De Paulo tinha seis anos quando um caminhão começou a mudar o jeito como ele enxergava o mundo. Não era um caminhão de verdade, daqueles grandões que a gente vê na estrada. Era um brinquedo, um Scania LK laranja, que pertencia ao irmão. O dele, na cor azul, havia quebrado de tanto brincar. Aquele “laranjinha” ficou, marcou história e segue guardado até hoje, como quem preserva um começo.
Mais do que um brinquedo, virou símbolo. Troféu. Memória viva de um sonho que ele ainda nem sabia que existia.
A brincadeira logo virou curiosidade. William passou a reparar nos caminhões que cruzavam as ruas, a notar diferenças, formatos, sons. Em casa, ninguém era do transporte, mas o seu padrinho era motorista e, sempre que aparecia para visitar a família, em Uberlândia (MG), cidade natal de William, ele chegava a bordo de um Scania Jacaré.
“Eu largava qualquer carrinho. Achava o máximo. Queria dormir dentro do caminhão. Achava fantástico. Até o cheiro me marcou. O cheiro do diesel. Naquela época, precisava aquecer o sistema para sair. Era tudo muito diferente dos tempos atuais”, recorda.
As férias viravam estrada. As visitas viravam viagens. E, sem perceber, William já estava completamente envolvido. Não era só gostar de caminhão. Era algo maior. Era identificação, admiração. Era Scania.
Da infância ao volante: sonho que virou profissão
O tempo passou, William cresceu, os estudos vieram — mas o sonho de ser motorista de caminhão permaneceu intacto. Aos 18 anos, ele conquistou a habilitação. Aos 19, tornou-se motorista profissional. Aos 21, tirou a carteira na categoria E e deu um novo passo: virou carreteiro. “Foram 12 anos como motorista, dos 21 aos 33. Eu queria ser motorista, nunca tive dúvida disso. Tive a honra de viver intensamente essa profissão.”
Na empresa onde trabalha até hoje — a Rodonaves, onde já soma 17 anos de trajetória — William viveu diferentes fases: entregas, viagens curtas, transferências entre filiais, longas rotas saindo de Minas Gerais para o Nordeste e o estado de São Paulo. No meio desse caminho, vieram os primeiros contatos profissionais com a Scania. “O primeiro Scania que dirigi foi um 360, manual, sem ar-condicionado. Depois, um 380 Evolução”, lembra.
À dir., sonho realizado ao dirigir o Scania R 380; à esq., alguns anos depois, outra conquista: William participando de um dos treinamentos da marca
Mesmo nos modelos mais simples da época, a diferença era clara. “Eu chegava descansado. Me sentia seguro. A funcionalidade do caminhão se traduzia em segurança. Era nítido que eu estava em um caminhão com mais recursos.”
Enquanto outros modelos ofereciam cabines menores e uma condução mais dura, o Scania trazia conforto, espaço e uma sensação de controle que fazia diferença em jornadas longas. “Hoje, então, imagino o prazer que deve ser dirigir. Menos ruído, menos cansaço. Pensando com a cabeça do motorista: conforto, segurança, tecnologia. Se eu estivesse na estrada hoje, estaria muito satisfeito”, conta.
Tecnologia que faz diferença
Entre tantas histórias na estrada, uma ficou gravada com nitidez absoluta. Era uma rota para o Maranhão, por uma serra que William não conhecia bem. Estrada sinuosa, carreta pesada e freios que já não respondiam como deveriam.
“Eu percebia que estava em uma situação insegura. Não tinha como parar naquele momento para fazer a regulagem dos freios. Precisava levar o caminhão até um lugar seguro, a estrada não tinha acostamento”, conta.
A alternativa veio da tecnologia: “Lembrei do freio auxiliar, o Retarder. Pensei: se eu usar, consigo sair dessa.” Curva após curva, o caminhão respondeu. O Retarder supriu a deficiência da carreta e devolveu o controle. Depois do trecho mais crítico, veio o alívio. “Nas primeiras curvas, passei muito aperto. Depois, consegui controlar o caminhão de forma eficiente e correta”, explica.
Quando finalmente parou para regular os freios, ouviu algo que nunca esqueceu.
“O mecânico falou: ‘Não sei como você chegou aqui’. Eu só agradeci a Deus por ter me iluminado. Com pouca experiência, tomei a decisão certa”, conta.
Desde então, William se tornou um defensor declarado da tecnologia: “Isso explica um pouco da minha admiração pela marca. O Scania é um equipamento que entrega segurança e conforto para o motorista.”
Conhecimento que abre caminhos
Em 2014, outro momento decisivo. Incentivado por um amigo de infância, William conheceu o concurso MMCB - Melhor Motorista de Caminhão do Brasil, uma competição para motoristas que, à época, era realizada pela Scania. Sem grandes expectativas, se inscreveu, com o intuito de aprender mais sobre o transporte e os caminhões da marca.
“Foram mais de 50 mil inscritos naquela edição. De forma discreta, como bom mineiro que sou, me inscrevi. Mas Deus colocou a mão e eu fui campeão logo na primeira participação”, detalha.
A conquista abriu portas. No mesmo ano, veio a promoção na empresa. William deixou a estrada e passou a atuar como instrutor, formando novos motoristas. “Mesmo ainda jovem, com apenas 33 anos, eu sabia que tinha condições de multiplicar tudo o que aprendi”, conta.
Dois anos depois, em 2016, veio o bicampeonato. Mais reconhecimento. Mais conexão com a Scania. Cursos, capacitações, contato direto com engenheiros, visitas à fábrica. “Minha carreira teve a Scania no início, um marco em 2014, e só aumentou a identificação e a admiração”, orgulha-se.
Hoje, aos 42 anos, casado e papai da Mariana de 1 ano e 5 meses, William atua na gestão do setor de transferência de carga. Não dirige mais, nem atua diretamente na formação, mas segue conectado à rotina da operação e aos motoristas. “Contribuo de outra forma, passando informação correta, combatendo fake news, falando da Scania com propriedade”, destaca.
Uma relação construída com o tempo
Ser um Apaixonado por Scania, para William, não é apenas gostar de caminhão. É sobre reconhecer o caminho percorrido. “É gratidão. Tudo começou aos seis anos de idade, com um simples brinquedo. E tudo o que a marca me proporcionou foi muito além do que um dia sonhei.”
A Scania o levou a lugares que ele jamais imaginou: finais nacionais de competições, fábrica, contato com engenheiros. Proporcionou experiências únicas — inclusive pessoais. “A primeira viagem aérea dos meus pais foi pela Scania. Meu pai já não está mais comigo, mas eu consegui levá-lo comigo para feiras, para viver essa experiência. E isso não tem preço”, emociona-se.
Legenda: A primeira viagem aérea dos pais, proporcionada por William
Memória, sonhos, emoção, reconhecimento. Sentimentos que permanecem vivos. Hoje, William resume essa história em uma palavra simples — e suficiente: “Gratidão.” É isso que faz o coração acelerar – e bater mais forte pela Scania.
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