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Mecânico de veículos pesados: por que essa profissão precisa — e merece — ser vista com outros olhos?
Novo ano, novos desafios e muitas oportunidades pela frente. Com 2026 começando, a Jornada Scania traz um panorama sobre a profissão de mecânico de veículos pesados, destacando desafios, demandas e oportunidades em um setor que segue em transformação
Quando se fala em futuro do transporte, é comum pensar em caminhões
conectados e inteligentes. Mas existe um ponto essencial dessa
transformação que ainda recebe menos atenção do que deveria: quem mantém
tudo isso em perfeito estado para que o veículo se mantenha na estrada. O
mecânico deixou há muito tempo de ser apenas o profissional que “coloca a
mão na graxa”. Hoje, ele é peça-chave de um setor cada vez mais
tecnológico e estratégico.
Ao mesmo tempo, o Brasil vive um cenário desafiador. A população
economicamente ativa cresce em ritmo mais lento, há menos jovens entrando
no mercado de trabalho e as novas gerações buscam profissões com
propósito, aprendizado contínuo e boas condições de trabalho. Nesse
contexto, a profissão de mecânico enfrenta um paradoxo: a demanda aumenta,
mas faltam profissionais qualificados — e informação.
Para jogar luz sobre esse tema, entender os desafios do mercado e,
principalmente, mostrar as oportunidades reais de carreira, a Jornada
Scania conversou com Maria Luiza Delavy, diretora da área de Pessoas e
Cultura da Scania Operações Comerciais Brasil, que explica por que essa
profissão está passando por uma transformação profunda — e por que pode
ser um caminho promissor para quem busca desenvolvimento, estabilidade e
futuro. Confira!
Por que a Scania tem olhado com tanta atenção para a profissão de mecânico
de veículos pesados?
Porque existe uma mudança estrutural acontecendo. Estamos falando de um
mercado com menos pessoas entrando no mundo do trabalho, ao mesmo tempo em
que a tecnologia dos caminhões evolui muito rápido. Isso faz com que a
profissão exija mais conhecimento, mais qualificação e, consequentemente,
se torne mais valorizada.
“A mensagem é clara: quem quiser continuar na profissão de mecânico terá que estudar. Isso não vale só para a Scania, mas para o mercado como um todo. A evolução tecnológica exige reciclagem constante.”
Hoje falta mecânico no mercado?
Falta — e não é só na Scania. Estimamos cerca de 500 vagas abertas para
mecânicos de veículos pesados no Brasil, considerando o mercado como um
todo. Na rede Scania, temos cerca de 1.300 mecânicos atuando e somente nas
concessionárias próprias, que chamamos de Casas Scania Cativas, 217
profissionais. Além disso, temos uma média de 20 vagas abertas por mês.
Por que está cada vez mais difícil encontrar esses profissionais?
Existem vários fatores. Temos menos jovens chegando ao mercado, mais
concorrência com outras profissões, crescimento do trabalho remoto — que
não existe na rotina do mecânico — e uma mudança no perfil das novas
gerações, que buscam flexibilidade, propósito e desenvolvimento. Além
disso, as escolas técnicas já não conseguem atender toda a demanda, e
muitos cursos deixam de abrir por falta de alunos.
Isso significa que o perfil do mecânico mudou?
Mudou completamente. O caminhão hoje é altamente tecnológico. Falamos de
eletrônica, mecatrônica, sistemas digitais, diagnósticos avançados. O
conhecimento que o profissional tem hoje pode não ser suficiente daqui a
um ano. Por isso, quem quer seguir na profissão precisa estar disposto a
aprender continuamente.
Então não basta mais a experiência prática de oficina?
Não. Colocar um profissional sem formação adequada para trabalhar em um
caminhão de alta tecnologia representa risco e prejuízo. Hoje, para atuar
nesses veículos, é necessário no mínimo uma formação técnica, além de
capacitações constantes. Existe uma grande lacuna entre a demanda e a
formação disponível no mercado.
Esse cenário tende a valorizar mais a profissão?
Sem dúvida. Quanto maior a especialização, maior o valor desse
profissional. A tendência é de valorização salarial, melhores benefícios e
mais reconhecimento. O mecânico de veículos pesados passa a ser um
profissional diferenciado, assim como acontece em outras áreas técnicas de
alta complexidade.
Como a Scania tem trabalhado para enfrentar esse desafio?
Estamos atuando em várias frentes. Uma delas é a formação de novos
profissionais, olhando principalmente para o público não técnico: jovens
do ensino médio, comunidades de baixa renda, pessoas em situação de
vulnerabilidade, refugiados e escolas públicas. Queremos chegar a quem,
muitas vezes, nem sabe que essa carreira existe ou que ela pode ser um
caminho de crescimento.
Por que o foco não está apenas nas escolas técnicas?
Porque muitos alunos de escolas técnicas já chegam com um caminho
profissional definido. Além disso, essas escolas hoje não conseguem
atender a toda a demanda. Precisamos ampliar o olhar, formar desde o
básico e também atualizar quem já está no mercado.
Quem já é mecânico precisa se preocupar?
Precisa se atualizar. A mensagem é clara: quem quiser continuar na
profissão terá que estudar. Isso não vale só para a Scania, mas para o
mercado como um todo. A evolução tecnológica exige reciclagem constante.
Maria Luiza Delavy, diretora da área de Pessoas e Cultura da Scania
Operações Comerciais Brasil
Quais iniciativas a Scania tem lançado nesse sentido?
Há mais de três anos temos uma trilha de carreira para os mecânicos, para
assegurar sua capacitação e qualificação profissional nos produtos e
processos Scania. Em continuidade temos agora uma outra trajetória de
carreira, que será implementada em 2026, a qual visa identificar os
mecânicos potenciais e desenvolvê-los para ocupar outras posições na
organização, nas áreas comercial ou técnica e também em posição de
liderança. Também lançamos a Certificação do Mecânico Scania, com três
níveis de graduação — Standard, Advanced e Expert — reforçando o
reconhecimento e o desenvolvimento contínuos.
E a retenção desses profissionais?
Ela passa por vários pilares: ambiente de trabalho seguro, cuidado com a
saúde física, emocional e psicológica, bons benefícios, melhoria contínua
da remuneração e ações que envolvem a família. Queremos que o profissional
olhe para o todo e veja valor em permanecer conosco.
Essa é uma profissão também para mulheres?
Com certeza. Hoje o trabalho não exige força física como no passado. A
tecnologia mudou tudo. Temos mulheres em formação e atuando na área, e
queremos cada vez mais ampliar essa participação, assim como já acontece
com as motoristas.
Que mensagem fica para quem nunca considerou essa carreira?
Vale olhar com mais atenção para essa profissão. O mercado oferece
diferentes níveis de atuação, e o mecânico Scania se destaca como um
profissional altamente qualificado, preparado para lidar com tecnologia,
aprendizado contínuo e desafios cada vez mais complexos. Muitas lideranças
da empresa começaram sua trajetória na Scania como mecânicos. Trata-se de
uma carreira sólida, com estabilidade, oportunidades reais de crescimento
e caminhos claros de desenvolvimento.
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