Jornada Scania
[ Mobilidade ] -- 13/08/2026
[ Texto: 528 Comunicação Com Propósito / Fotos: Scania ]

Super Ônibus: tudo o que você queria saber — e agora a Jornada responde

Motores de 11 e 13 litros, cinco modelos, diferentes configurações e uma série de novas tecnologias. Reunimos as principais dúvidas sobre a nova gama de ônibus rodoviários da Scania para ajudar você a entender essa nova solução
A nova linha Super para ônibus já está no Brasil — e, junto com ela, chegam também muitas perguntas. Afinal, por que existem motores de 11 e 13 litros? Qual modelo faz mais sentido para cada tipo de operação? O que muda em relação à atual linha de ônibus? E de onde vem a promessa de até 8% de economia de combustível?
Se você acompanha a Jornada Scania, já sabe: quando uma novidade chega, a gente vai além da notícia. Por isso, reunimos algumas das perguntas que podem passar pela cabeça de quem está conhecendo a nova gama de ônibus da marca — e fomos atrás das respostas, conversando com quem entende do assunto: a engenharia da Scania. Confira!
Por que existem motores Super de 11 e 13 litros?
Porque as operações não são todas iguais. A nova gama foi desenvolvida com duas opções de motorização para atender diferentes necessidades. Os modelos de 11 litros são o K 350, K 390 e K 430, enquanto os de 13 litros são o K 460 e o K 500.
As potências variam de 350 a 500 cv, com torques entre 1.800 Nm e 2.650 Nm. Na prática, a escolha depende do perfil da operação, da distância percorrida e da aplicação do veículo.
O que muda entre as configurações 4x2, 6x2 e 8x2?
As configurações de rodas acompanham as diferentes aplicações da nova família. O K 350 será oferecido em 4x2; o K 390 terá opções 4x2 e 6x2; o K 430 será 6x2; o K 460 terá versões 6x2 e 8x2; e o K 500 será 8x2. Essa variedade permite atender desde operações de fretamento e linhas de curta distância até aplicações de longa quilometragem e turismo.
Qual modelo faz sentido para cada tipo de operação?
O K 350, com 350 cv, 1.800 Nm e configuração 4x2, é voltado ao fretamento e às linhas rodoviárias de curta distância.
O K 390, de 390 cv e 2.000 Nm, chega nas configurações 4x2 e 6x2 para linhas curtas e médias. Já o K 430, com 430 cv, 2.200 Nm e configuração 6x2, é indicado para médias e longas distâncias e para o turismo.
Entre os modelos de 13 litros, o K 460, com 460 cv e 2.500 Nm, terá versões 6x2 e 8x2 para médias e longas distâncias e turismo. No topo da gama está o K 500, de 500 cv, 2.650 Nm e configuração 8x2, destinado a longas quilometragens e ao turismo.
A chegada do Super muda o portfólio de ônibus da Scania?
A chegada da gama Super amplia o portfólio rodoviário da Scania. As vendas dos novos modelos começam na Lat.Bus 2026, enquanto a atual linha da Nova Geração P8/Euro 6 — formada pelos modelos K 320, K 370, K 410, K 450 e K 500 — continuará sendo comercializada em 2026 e 2027.
A substituição pela gama Super acontecerá gradativamente. Durante esse período, o cliente terá diferentes opções dentro do portfólio da marca para avaliar a solução mais adequada ao perfil da operação e ao momento de renovação da frota.
De onde vem o ganho de eficiência de até 8%?
Não é apenas uma questão de motor. A gama Super traz um novo trem de força formado por motor, câmbio, eixo cardan e diferencial, desenvolvido para trabalhar como um conjunto mais eficiente, proporcionando uma economia de combustível de até 8% na comparação com a Nova Geração P8/Euro 6.
Nos motores de 11 e 13 litros, entram recursos como duplo comando de válvulas no cabeçote, pressão de pico no cilindro de até 250 bar, redução da fricção dos componentes internos e uma bomba de combustível de alta pressão. Também houve melhorias na lubrificação, na refrigeração e na eficiência do turbocompressor.
O conjunto conta ainda com a nova caixa Scania Opticruise G 25, de 14 marchas e com overdrive, e o novo eixo R 756. A G 25 tem menores atritos internos e carcaça de alumínio até 75 kg mais leve que a GRS895. Já o R 756 é 27 kg mais leve que o R 780, reduz o atrito interno e contribui para um maior intervalo de manutenção.
Outro recurso é o FOU (Fuel Optimization Unit), que busca garantir o maior aproveitamento possível do combustível, além de evitar a entrada de ar no sistema de injeção e impedir a presença de água.
Além do trem de força, o que mais muda no Super?
A gama chega ao Brasil com arquitetura eletrônica de sétima geração, painel digital de 12,3 polegadas, conectividade e acelerador inteligente. Também está presente o Scania Actcruise, controle de cruzeiro com predição ativa que utiliza GPS e mapa do terreno para controlar velocidade e marchas e pode gerar até 3% de economia de combustível.
No pacote de opcionais, a Scania oferece ainda o ADAS 2.0, sensores de pontos cegos e alerta de pedestres (ASLA). A nova gama também incorpora itens como novo tanque de Arla, de 105 litros, novo silencioso (catalisador), novo tanque de expansão e novo sistema de refrigeração do motor, com radiadores maiores.
Então, afinal, o que é a Linha Super?
Mais do que uma nova opção de motor, a gama Super representa uma nova família de chassis rodoviários, com cinco modelos, duas opções de motorização e diferentes configurações para atender operações distintas.
Do K 350, voltado ao fretamento e às linhas de curta distância, ao K 500, destinado a longas quilometragens e ao turismo, a proposta é oferecer diferentes combinações de potência, torque e configuração para diferentes necessidades.
E, agora que a linha chegou ao Brasil, começa uma nova fase: entender como cada uma dessas escolhas pode fazer sentido para cada operação na estrada.

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