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Move Brasil: o que muda — e o que não muda — para o transporte na visão da Scania
A Jornada Scania explica o que está por trás do Move Brasil, para quem o programa foi pensado e traz um balanço dos negócios fechados até agora, além dos impactos para a renovação de frota
Criado para estimular a renovação de frota e destravar investimentos no
transporte rodoviário, o Programa Move Brasil começa a ganhar espaço ao
oferecer condições de
financiamento
mais alinhadas ao cenário econômico atual. A iniciativa, conduzida pelo
BNDES em parceria com entidades do setor, surge em um momento em que os
juros elevados ainda desafiam as
decisões de compra
de caminhões no País.
Nesta matéria, a Jornada Scania apresenta a
visão da marca
sobre o programa: o que muda na prática para os clientes e para o mercado,
o que permanece igual, quais segmentos tendem a sentir primeiro os efeitos
da iniciativa, os resultados já alcançados até aqui e quais são as
perspectivas
para os próximos meses.
Para isso, conversamos com Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da
Scania Operações Comerciais Brasil. “Eu não tenho dúvida nenhuma de que o
programa chegou em uma excelente hora”, afirma o executivo.
O que muda — e o que não muda — com o Move Brasil
Em 2025, o custo final de
financiamento
acabou se tornando um dos principais entraves para a retomada do mercado
de caminhões. “Nós estávamos falando de uma taxa final beirando entre 18%
e 20% ao ano. Esse foi o principal motivador para o mercado não decolar”,
explica Alex Nucci.
Com condições mais equilibradas, o programa passa a criar um novo ambiente
para a tomada de decisão na hora da
renovação e da ampliação da frota. “Estamos falando de algo próximo de 4 a 5% a menos de custo financeiro,
o que representa quase 20% de redução no valor da parcela”, destaca o
executivo.
Então, além da taxa de juros, o que mais de fato muda e o que não muda com
a chegada do programa? A resposta é simples: o que muda é o acesso ao
crédito, agora mais compatível com o momento do setor e capaz de apoiar
decisões que haviam sido adiadas. O que não muda é a essência da decisão
do cliente, que seguirá levando em consideração fatores como necessidade
operacional, planejamento e
custo total de operação.
Como funciona e para quem o programa foi pensado
Com base nisso, a Scania estruturou ações específicas dentro do Programa
Move Brasil, para conectar o
financiamento
a soluções que ajudam a reduzir o custo ao longo da vida útil do caminhão.
“Nós estamos supersatisfeitos com esse programa”, afirma Nucci. Além de
condições comerciais diferenciadas, a marca passou a integrar benefícios
em
planos de manutenção, como o Plano PRO Start, desenvolvido para oferecer um custo inicial
mais baixo. “Quando o cliente compra o caminhão por meio do Move, a gente
conecta esses benefícios através da nossa rede”, explica.
Vale lembrar que o acesso ao programa não se destina somente a grandes
frotistas. Autônomos, pequenos e médios transportadores também estão no
foco da iniciativa. “A gente sempre foca no cliente de varejo, que é o
pequeno transportador e o autônomo”, destaca Nucci. Esse público passa a
ter acesso às mesmas condições de
financiamento
e aos benefícios comerciais conectados às soluções da marca.
O cliente pode ainda utilizar o seu
caminhão usado
como parte do pagamento. “O cliente pode procurar uma casa Scania. O
concessionário está preparado para dar todo o suporte necessário”, reforça
o executivo.
Do ponto de vista industrial, a Scania também se preparou para um possível
aumento da demanda. Como a marca não trabalha com estoques, o ajuste
acontece diretamente na produção, a fim de garantir os prazos habituais de
entrega dos veículos. “A gente muda o setup da nossa produção para que ela
se prepare para uma demanda um pouco mais aquecida, mantendo prazos entre
seis e oito semanas”, explica Nucci.
Alguns segmentos tendem a sentir os efeitos do programa mais rapidamente.
O agronegócio, por exemplo, deve puxar os primeiros movimentos,
impulsionado pelo calendário da colheita. “A colheita da soja começa em
janeiro e entra exatamente no mesmo momento em que o programa está
estabelecido. A gente já começa a ver essa movimentação crescer”, observa.
E mesmo com poucas semanas de operação do Move Brasil, já é possível
contabilizar os resultados dessa movimentação. Até agora, a Scania
registrou mais de 280
financiamentos contratados por meio do MoveBR, via Scania Banco, sendo cerca de
70% das operações destinadas a empresas micro, pequenas e de médio porte.
Esses números fazem parte dos quase R$ 2 bilhões em créditos liberados
pelo governo federal para a aquisição de veículos. O balanço desse
primeiro mês do Programa Move Brasil foi divulgado durante a visita do
vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, à concessionária Scania
Codema, em Guarulhos (SP).
O que esperar do mercado
Embora ainda seja cedo para estimar percentuais exatos de crescimento, a
expectativa
da Scania é de um primeiro semestre mais positivo do que o projetado
anteriormente. “Se houver uma postergação ou ampliação do programa, isso
vai casar com a queda da taxa de juros prevista para o ano”, explica.
Segundo Nucci, a combinação entre políticas de
financiamento
mais racionais e um ambiente econômico mais favorável pode criar bases
mais sólidas para o setor. “O próprio mercado converge para algo melhor, e
a gente pode pensar em um 2026 crescendo em relação a 2025. Essa é a
expectativa
da Scania”, conclui o executivo.
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