Dizem que amor que é amor de verdade não tem hora, nem lugar, nem data de validade. Também não vive de acaso ou
coincidências – se é que, de fato, elas existem. Pelo menos foi assim com o casal Lucienne Loyola e Guylherme
Alfério Morosini.
Há 13 anos, eles se conheceram de maneira inusitada: na sala de embarque do aeroporto de Cuiabá. “Eu estava indo
para Rondônia trabalhar e ele estava voltando de Curitiba, com destino também a Porto Velho. Entrei atrasada na sala
de embarque, ele me viu disse que iria se casar comigo. O embarque começou, acabamos nos sentando bem distantes um
do outro. Mas o avião deu uma pane e não decolou, então tivemos que desembarcar e retornar para a sala de embarque
para aguardar uma outra aeronave. Ele veio para perto de mim, ficamos conversando e essa espera durou cerca de três
horas. Quando embarcamos novamente, podíamos nos sentar em qualquer assento do avião e ele me pediu para ficar ao
meu lado. Desde esse dia - que me lembro até hoje, foi em 5 de março – nunca mais nos separamos. E assim começou a
nossa história”, lembra Lucienne.
Na época, ela morava em Cuiabá, mas conta que a distância não foi empecilho para eles. “Uma vez por mês eu ia pra
Rondônia e a gente se via, ficamos namorando à distância”, explica. Até que, mais uma vez, a vida trouxe para perto
mais uma oportunidade de ficarem juntos. “Oito meses depois que conheci o Guylherme, a empresa em que eu trabalhava
me transferiu para Porto Velho. Quando eu cheguei lá, ele já se mudou e fomos morar juntos. Depois acabamos nos
mudando para Nobres, no Mato Grosso”, conta.