Jornada Scania
[ Sustentabilidade ] -- 07/07/2026
[ Texto: 528 - Comunicação com Propósito / Fotos: Scania ]

Fórum Transporte Sustentável 2026: parcerias e ações concretas para o futuro do transporte

Em um encontro marcado por diálogo entre diferentes elos do setor e experiências de quem já vive a sustentabilidade no dia a dia de suas operações, o Fórum Transporte Sustentável 2026 reforçou que a transição energética no transporte saiu do discurso e começou a acontecer na prática
A Scania abriu as portas da sua “casa” para a nona edição do Fórum Transporte Sustentável, transformando o auditório da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) em um verdadeiro ponto de encontro de parceiros com o mesmo objetivo no transporte: acelerar a transição energética para o setor no Brasil. Com o tema central “Transição Energética na Prática”, o evento reuniu transportadores, embarcadores, operadores logísticos, especialistas e representantes do sistema financeiro para transformar discussões em ações concretas.
E o momento deste encontro não poderia ser mais simbólico: na semana que comemorou os 69 anos de presença da Scania no país, a marca celebrou não só sua história, mas o amadurecimento de uma estratégia que começou há dez anos com um propósito claro: liderar a mudança para um sistema de transporte sustentável.
"Hoje, depois de praticamente 10 anos plantando sementinhas sobre o transporte sustentável, a gente consegue reunir representantes de todos esses setores não mais para a gente discutir o que dá para a gente fazer para transformar o futuro do transporte, mas para a gente discutir questões na prática", afirmou Márcio Furlan, diretor de Marketing, Comunicação e Experiência do Cliente da Scania Operações Comerciais Brasil.
Pilares que guiam a jornada da Scania
O executivo reforçou os três pilares que guiam a Scania nessa jornada de sustentabilidade: eficiência energética, combustíveis alternativos e eletrificação, e transporte inteligente e seguro. “Investimos bilhões de euros em uma nova plataforma a diesel enquanto o mercado falava só em eletrificação. Hoje temos mais de 2 mil veículos a gás rodando no Brasil e esse número vai crescer até o final do ano”, destacou Furlan.
Da teoria à prática
O primeiro painel - Transição energética na prática: eficiência, infraestrutura e competitividade -, mediado por Rubens Filho, gerente executivo de Meio Ambiente do Pacto Global Brasil, trouxe um panorama sobre a descarbonização do transporte rodoviário, apresentando o Roadmap de Descarbonização do Transporte Rodoviário, fruto do Hub Biocombustíveis e Elétricos. O estudo indica que é possível evitar 72% das emissões até 2050, gerar 888 mil novos empregos e movimentar R$ 3,43 trilhões na economia brasileira com a adoção combinada de tecnologias.
"A solução para a descarbonização não é única", resumiu Rubens Filho. “Segundo a percepção das 80 empresas que participaram com a gente no Hub, o desafio para a descarbonização é o financiamento, esse é o maior ponto colocado por todo mundo, segue depois infraestrutura, regulação", pontuou.
Na sequência, Celso Mendonça, gerente de Sustentabilidade da Scania, reforçou a mesma lógica: "Não existe uma solução única. A rota da descarbonização passa pela substituição do diesel e exige uma série de tecnologias — porque uma tecnologia única não nos dará o resultado esperado". Mendonça também defendeu o papel do motor a diesel de alta tecnologia em regiões onde não será possível adotar um combustível renovável.
Jordano Bessa, diretor executivo comercial da TransJordano, trouxe experiência de campo ao contar que a empresa montou pontos de abastecimento em Cubatão, em Sumaré e em Ribeirão Preto.
Caetano Pasti Perin, consultor de logística da Suzano, foi direto: "A gente não faz a descarbonização se não for economicamente viável. A companhia testa alternativas — como GNV e aditivos — em rotas reais antes de decidir qual solução adotar em cada operação”, comentou.
ESG que vira performance operacional
No segundo painel - ESG e performance operacional – inteligência aplicada à logística e ao transporte -, coordenado por Rodrigo Arita, gerente de Portfólio de Serviços e Conectividade da Scania Operações Comerciais Brasil, a conversa girou em torno de inteligência aplicada à operação. Claudio Adamuccio, CEO do Grupo G10 e Transpanorama, mostrou números impressionantes: com telemetria, câmeras de fadiga e torre de controle, a empresa reduziu acidentes de 0,40 para 0,15 por milhão de km rodados.
Victor Daniel, responsável pelo marketing da Prometheon na América Latina, alertou para um detalhe que pesa no bolso: "Se você variar 10%" na calibragem do pneu, você vai ter um consumo adicional de combustível de 1 a 3%", explicou. “A empresa está muito próximo de lançar no mercado pneus que já saem sensorizados da fábrica", revelou, o que irá ampliar a gestão conectada da frota.
Já Gustavo Rodrigues, CEO do Grupo JCA, falou de cultura e proximidade. “O melhor investimento que o Grupo fez nos últimos 15 anos foi decidir tratar o cliente como cliente e deixar de ser uma empresa de ônibus que transportava passageiros", comentou. Além disso, o executivo contou que o grupo criou o "papo do motorista", encontro mensal entre motoristas e diretoria, como parte das ações de relacionamento da companhia.
Certificação: a prova que o mercado exige
O terceiro painel contou com a participação de João Maraújo, analista de Relações Institucionais e Governamentais da Scania, e Luiz Gustavo Monteiro, diretor de Operações da Transporte Cavalinho, e abordou a comprovação e a certificação de sustentabilidade baseada em evidências.
Maraújo destacou três pilares da certificação: garantia de rastreabilidade, comprovação de origem e garantia de processos auditáveis. Na conversa, também alertou para o risco do "greenwashing" e afirmou que a comprovação "pode ser capitalizada pelo ecossistema de transporte" — abrindo caminho para um frete mais verde.
Monteiro retomou o propósito que guiou a Cavalinho desde 2010, em palavras do presidente Paulo Ossani: "Nossa atividade é potencialmente nociva para o meio ambiente, precisamos fazer alguma coisa". Hoje, a empresa tem selo prata no Ecovadis, áreas de preservação na Amazônia e avança na implantação de biometano.
Prêmios que reconhecem quem faz
No encerramento, os professores Márcio D''Agosto e Lino Marujo, do PLVB — Programa de Logística Verde Brasil —, apresentaram oficialmente o Prêmio Transporte Sustentável 2026 e o Prêmio Scania Desempenho Sustentável - Transportador Nota A. As premiações vão avaliar empresas com metodologia técnica rigorosa, auditável e baseada em evidências.
A transição já começou
O Fórum Transporte Sustentável 2026 deixou uma mensagem clara: sustentabilidade deixou de ser discurso e virou estratégia de sobrevivência, reputação e acesso a capital. As tecnologias existem, os exemplos estão nas estradas e a parceria entre indústria, transportadores, embarcadores e poder público é o caminho.
"Não basta ter um plano no papel, a gente precisa executá-lo. E a Scania vem executando esse plano há muito tempo", encerrou Furlan.
Compartilhe

Envie seu comentário para ser publicado

Ao preencher o formulário, autorizo a utilização dos meus dados para envio de comunicações relacionadas aos meus interesses e concordo com a Declaração de Privacidade.
* Você pode revogar seu cadastro a qualquer momento.

Leia também:

A Scania é líder mundial de soluções de transporte. Juntamente com nossos parceiros e clientes, estamos liderando a transformação para um sistema de transporte sustentável. Em 2017, entregamos 82.500 caminhões, 8.300 ônibus, e 8.500 motores industriais e marítimos para nossos clientes. A receita líquida alcançou quase 120 bilhões de coroas suecas, dos quais cerca de 20% eram relacionados a serviços. Fundada em 1891, a Scania opera em mais de 100 países e emprega cerca de 49.300 pessoas. Pesquisa & Desenvolvimento estão concentrados na Suécia, com filiais no Brasil e na Índia. A produção ocorre na Europa, América Latina e Ásia, com centros regionais de produção na África, Ásia e Eurásia. A Scania faz parte da TRATON AG. © Copyright Scania 2018 All rights reserved. Scania Brasil, Av. José Odorizzi, 151 - Vila Euro, São Bernardo do Campo. SP. Tel: +55 11 4344-9333