[ Serviços ] -- 14/04/2023
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Texto: 528 Comunicação Com Propósito / Foto: Scania, Brasdiesel ]
Brasil na final mundial do Top Team
A melhor do Brasil pode ser a melhor do mundo Scania! Equipe Btech, que detém o título de melhor equipe de Serviços do Brasil, segue rumo à Suécia para disputar a final mundial da competição Top Team 2022/2023
Depois de conquistar o primeiro lugar na final
brasileira Scania Top Team 2022/2023 e de ser a vencedora na final
regional na disputa com outros cinco países, a equipe Btech, da Brasdiesel Ijuí (RS), dá mais um passo na competição
e embarca para a Suécia para disputar a final mundial, que acontece na próxima semana, no dia 20 de abril. Por lá, o
time do Brasil vai enfrentar outras 11 equipes de países diferentes.
O Top Team é uma competição organizada mundialmente pela
Scania para promover a competência técnica com os objetivos
de desenvolvimento, capacitação, valorização e reconhecimento, incentivando o trabalho em equipe. E não são só os
participantes quem ganham o título, mas os clientes também. Afinal, passam a ter uma equipe com mais conhecimento
técnico, agilidade e precisão para fazer o atendimento durante as manutenções dos seus veículos nas Casas
Scania.
Com esse objetivo, e principalmente com espírito de equipe, a Btech vem se preparando para a quinta e última fase da
competição. “A nossa equipe está mais entrosada e equilibrada. O emocional também está bom, o que ajuda muito, e
estamos tentando deixar a cabeça mais leve mesmo. O nosso compromisso é estudar e ir lá para fazer um bom trabalho
em grupo”, afirma Marcelo Bueno, mecânico geral.
A Revista Jornada conversou com alguns dos integrantes da equipe – formada pelos profissionais Marcelo
Bueno,
Neilson Goi Freitag, Diorle da Silva Legonde, Bruno Claudy Alves, Jardel Bealozourw Franco e John Maicon Fritz
Noronha - para saber qual é a expectativa do grupo para trazer para o Brasil o título de melhor equipe de Serviços
do mundo Scania. Confira!
Como está sendo a preparação da equipe para a final mundial desta edição do Top Team?
Marcelo Bueno: “A gente vem estudando e trocando ideia, mas como uma equipe em que não tem ninguém
querendo ser mais
que o outro. Pelo contrário, está todo mundo aprendendo junto. Os mais velhos têm uma história a mais de
treinamentos, de estudos, e os mais novos vem com outra mentalidade e mais velocidade na resolução de problemas. A
nossa equipe está mais entrosada e equilibrada. O emocional também está bom, o que ajuda muito, e estamos tentando
deixar a cabeça mais leve mesmo. O nosso compromisso é estudar e ir lá para fazer um bom trabalho em grupo.”
Vocês fizeram algum treinamento diferente para trabalhar o lado emocional?
Marcelo Bueno: “Não foi necessário, foi algo automático. Quando a nova equipe foi criada, ela já
foi pensada no
quanto somos simples, humildes, cabeças abertas para ouvir um ao outro. Quatro novos colegas chegaram: novos mesmo,
de idade e para a equipe. E tenho orgulho de dizer que são todos trabalhadores, respeitadores, têm força de vontade
e inteligência.”
Como os mais experientes – os tricampeões Marcelo e Neilson – têm contribuído com a equipe? Quais aprendizados
ficaram das edições anteriores que hoje vocês vão levar para essa terceira participação na final mundial?
Neilson Goi Freitag: “Ganhamos muita experiência. Na primeira vez, a gente não sabia como
funcionava uma final ao
vivo. Fomos no manual, mas entendemos que é muito mais o tempo do que o procedimento em si. É o básico com
velocidade. E fomos eliminados por tempo. Nosso erro foi pequeno e empatamos com outra equipe, mas o tempo foi
decisivo. Isso nos prejudicou, então agora estamos mais atentos. Nós também estamos evoluindo como equipe. Perdíamos
muito tempo com momentos para acalmar os ânimos, com organização da equipe, e agora estamos trabalhando com mais
facilidade, ganhamos mais tempo para a parte prática e teórica e isso deu uma dinâmica maior para o grupo.”
E qual é a expectativa de vocês como equipe? Estão confiantes para essa final mundial?
John Maicon Fritz Noronha: “A expectativa é grande, será a minha primeira vez na Suécia, com dois
mestres
experientes. É tudo novo pra gente. Eles já têm conhecimento e para nós vai ser maravilhoso participar de uma final
mundial. Sabemos que vamos tê-los ao nosso lado. Desde a primeira final vimos que é algo possível. Vimos que não é
uma coisa de outro mundo, mas temos que manter a calma e o foco na competição. Acontece muita coisa ao redor e a
gente nem percebe de tão focados que ficamos. Estamos muito confiantes que podemos trazer esse caneco para casa. Mas
estamos indo muito leves como equipe. O que a gente se preocupa é em fazer um bom trabalho, aquilo que a gente faz
no dia a dia. E o resultado é consequência do que estamos fazendo durante as provas. Ir lá e fazer um bom trabalho,
independente do resultado. Mas, é claro, estamos confiantes, querendo trazer a vitória.”
Diorle da Silva Legonde: “A nossa expectativa é chegar lá e ganhar o primeiro lugar. Mas estamos
tranquilos, sou o
coach da equipe e falo para eles que 80% da competição é contra eles mesmos. Se conseguirem se controlar, 80% estão
ganhos. O resto são os problemas das estações. As estações são problemas fáceis, mas chegar ao problema é o mais
preocupante. Eu acho que fico mais nervoso que eles porque não posso falar nada durante as provas. São 20 minutos
que parecem uma eternidade na estação.”
Marcelo Bueno: “O básico é ter calma para ler a prova, entender o que estão dizendo, mas fazer um
bom trabalho em
equipe para que aqueles 20 minutos se tornem 100, com todos se ajudando para resolver o defeito e as questões de
cada estação. São muitos detalhes, então temos que ter muita atenção. Mas penso que já somos campeões. Vamos lá para
fazer o que pudermos de melhor. Se outra equipe ganhar, sabemos que fizemos o melhor que podíamos ali. Em casa,
nossas famílias estão apoiando, mas sem cobrar que temos que ganhar. Assim como foi na final da Argentina. É muito
importante essa mentalidade que estamos agora. Estamos indo para a mundial, sabemos que é possível, temos capacidade
e agora é só ir lá e fazer o melhor para ter o melhor.”
Jardel Bealozourw Franco: “Temos também que agradecer aos nossos colegas no dia a dia porque
enquanto estamos aqui
estudando, eles estão lá embaixo trabalhando e suprindo a nossa falta na oficina. Agora e durante as nossas viagens.
Também agradecer as nossas famílias, esposas que ficam com as crianças, mas que seguem torcendo por nós. Agradecer à
empresa pelo suporte que nos dá, à Scania Academy pelos treinamentos, o apoio de todo o grupo Brasdiesel e a todos
que acreditam e nos apoiam como equipe. Vamos fazer de tudo para fazer um bom trabalho e trazer o caneco para casa e
para o nosso país.”