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Da cabine que virou lar ao sonho realizado ao volante de um Scania, Ruy Gobbi construiu uma trajetória onde estrada, trabalho e família seguem sempre na mesma direção. Conheça a história desse profissional que transformou a estrada em vida, o caminhão em lar e a Scania em parceira de jornada
“Estrada boa é a que me traz de volta pra casa”. Para Ruy Gobbi, essa
frase nunca foi apenas uma forma de dizer. É quase um norte. Um jeito de
entender a vida, o trabalho e as escolhas que fez ao longo do caminho.
Porque, para ele, casa é família. Durante um ano e meio, casa foi um
caminhão – e família também.
Quando decidiu vender tudo o que tinha para comprar o próprio veículo, Ruy
não estava apenas investindo em um negócio. Estava apostando em um sonho —
e dividindo esse sonho com quem sempre esteve ao seu lado: sua esposa
Cristiane. Sem casa para voltar, eles transformaram a cabine do caminhão
em lar. Ali cabiam rotina, planos, dificuldades, desafios e,
principalmente, a certeza de que seguir juntos era mais importante do que
qualquer conforto momentâneo. A estrada virou quintal. O caminhão, abrigo.
E a família, o verdadeiro combustível.
“Moramos um ano e meio dentro do caminhão. Não tínhamos casa. Rodávamos de
16 a 17 mil quilômetros por mês, cruzando o país de norte a sul. Lavávamos
roupa em pátio de posto. Dormíamos na cabine. Vivemos a estrada como ela
é. É o cotidiano de muita gente. Mas marca”, lembra Ruy.
Essa escolha, que poderia parecer radical para muitos, foi natural para
quem sempre colocou as pessoas à frente das coisas. “Estrada boa é a que
me traz de volta pra casa” não fala sobre quilômetros rodados, mas sobre
chegar inteiro — emocionalmente, em segurança, com histórias para contar.
Foi nesse contexto que o transporte deixou de ser apenas profissão e
passou a ser identidade. Afinal, esse foi um dos muitos capítulos da
história dele com o transporte, uma relação que começou muito antes, desde
os primeiros contatos com caminhão, ainda na infância.
Ruy nasceu em Joaçaba (SC) em uma casa onde caminhão já fazia parte da
rotina. O pai era transportador, começou com mudanças no interior e foi
crescendo aos poucos: um caminhão, depois dois, depois três. “O transporte
entrou na minha vida e eu entrei na vida do transporte”, conta.
Enquanto acompanhava o trabalho do pai, Ruy nunca deixou os estudos. Fez
técnico em mecânica e chegou a iniciar Engenharia, em 1986. Mas a paixão
pelo caminhão falou mais alto. “Tranquei o curso para trabalhar um
pouquinho e depois voltar. Nunca mais voltei”, explica.
A decisão não foi por falta de opção, mas por identificação. O caminhão
deixou de ser só herança familiar e virou escolha pessoal.
Um sonho chamado Scania
A paixão pela Scania também veio cedo, desde os tempos dos icônicos Scania
jacaré na cor laranja. Mas houve um momento que fez o coração bater mais
forte pelos caminhões da marca. Foi em 1994, na aduana de Uruguaiana (RS),
quando as filas para cruzar a fronteira duravam dias.
“Na época o sistema não era digitalizado e a gente ficava de dois a três
dias para entrar na Argentina. Fiz amizade com um motorista e ele me
deixou dirigir o 112 dele. Ali eu fiquei fissurado e comecei a desejar um
caminhão desse”, relata. “Em 1996, consegui comprar um Scania pra mim”,
revela.
Foi com esse primeiro Scania que ele construiu sua vida como autônomo:
trabalhou, pagou o caminhão, conquistou patrimônio. “Foi uma conquista
muito grande e muito prazerosa.”
Quando precisou vender, em 2002, sentiu como uma perda. Ao recomeçar no
transporte de mudanças, ter um Scania parecia distante — o custo era alto
para um segmento de carga leve. Mesmo assim, o sonho não foi abandonado.
Em 2020, com a nova geração, Ruy voltou a realizar esse desejo: comprou um
Scania P 280 6x2 baú, trucado, que hoje é a sua ferramenta de trabalho. “É
a realização de um sonho e um orgulho muito grande. Comprei por capricho.
É para mim”, orgulha-se.
O trabalho virou estrada. A estrada virou vida
Ruy passou por diferentes operações ao longo dos anos. Trabalhou com
transporte frigorífico, rodou pelo Mato Grosso, viveu o desafio do
transporte pesado. Em 2003, já em São José, na Grande Florianópolis (SC),
decidiu seguir sozinho e montar a própria empresa no segmento de mudanças.
Começou pequeno. Cresceu com cuidado. Hoje, é franqueado da Confiança
Mudanças e Transportes, uma das marcas mais tradicionais desse segmento no
país, com mais de 60 anos de história. A empresa segue enxuta, com quatro
veículos, o mesmo CNPJ há mais de duas décadas e um princípio que nunca
mudou: afinco e responsabilidade. “Não encaro como trabalho. É complemento
de vida. Estar na estrada me realiza”, afirma.
Mesmo empresário, Ruy nunca deixou de dirigir. Continua viajando, às vezes
sozinho, às vezes com mais um motorista a bordo. A esposa, Cristiane, hoje
cuida do escritório da empresa. Ele cuida do que sempre gostou de fazer:
pegar a estrada. “Viajo feliz. Aplico tudo o que aprendi. Conheço pessoas,
aprendo o tempo todo”, diz.
E em um mundo cada vez mais impessoal, ele ainda vive relações próximas
com seus clientes. “Tem cliente que faz questão de ser atendido por mim.
Principalmente em cargas frágeis, de alto valor agregado. Ainda existe
isso. E isso também motiva”, destaca.
Parceria que atravessa décadas
Ruy participou de várias edições do MMCB (Melhor Motorista de Caminhão do
Brasil) – competição que foi realizada durante alguns anos pela Scania -
acumulou finais regionais, finais nacionais e um pódio na América Latina.
Mais do que títulos, levou aprendizado. “A Scania me fez ser uma pessoa
melhor no trânsito. Me deu conhecimento.”
Da esq. para a dir., os troféus recebidos na competição: vice-campeão
etapa Pinhais (PR) em 2005; campeão etapa Itajaí (SC) em 2010; campeão
etapa Eldorado do Sul (RS) em 2012; 3º lugar etapa Curitiba (PR) em
2014; 2º lugar Final Nacional SDC em 2016 e 3º lugar Final Sul Americano
SDC 2016.
Ruy durante as competições do MMCB
Mesmo tendo passado por outras marcas, a relação com a Scania sempre foi
diferente. “Paixão de verdade é por quem está do seu lado. E a Scania
sempre esteve.”
Mas o momento mais marcante veio em 2019, quando ele recebeu o convite
para conduzir um dos caminhões de lançamento da marca, direto da fábrica
em São Bernardo do Campo (SP). Um R 500 da Nova Geração, em um trajeto
estratégico pelo Sul do país. “Tive a honra de ser o primeiro motorista do
Brasil a conduzir oficialmente um NTG R 500 dentro do estado de Santa
Catarina”, conta, emocionado.
Foi confiança. Foi reconhecimento. Foi um daqueles momentos que organizam
toda a história em um só dia: “De tudo o que vivi, esse foi o maior prêmio
da minha vida.”
O que permanece em cada viagem
Casado há quase três décadas, pai de três filhas, Ruy segue vivendo a
estrada com a mesma paixão. A Scania continua representando aquilo que ele
sempre buscou: segurança para voltar, conforto para seguir e a sensação de
que, mesmo longe, a família segue junto — de alguma forma, dentro do
caminhão também.
E talvez seja por isso que, quando fala de estrada, fala de caminhão e
também de família. E quando fala da Scania, fala de confiança — aquela que
permite seguir sabendo que, no fim do dia, estrada boa sempre será aquela
que te leva de volta pra casa.
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