O mercado começa a dar sinais de melhora e muito do que aconteceu em 2020 com a chegada da pandemia
irá refletir ainda no próximo ano. Veja o que vem por aí e o que a Scania já espera para 2021, além de colocar os novos caminhões
a gás nas estradas do Brasil.
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o Brasil, existe a crença de que o trabalho só começa a engrenar, de verdade, depois do Carnaval. Para a Scania, essa máxima, que ecoa na fala dos brasileiros, já deixou de ser uma verdade há muito tempo. Em 2020, então, nem se fala. Ainda nem tínhamos entrado no ano bissexto e, para a marca, ele já havia começado, tamanho o empenho no desenvolvimento de uma solução de transporte sustentável: o caminhão movido a gás natural ou a biometano.
A expectativa era de crescimento em todos os sentidos - até então, não se falava de coronavírus e quarentena por aqui. Mas, veio a pandemia. Junto com ela, uma crise na saúde e nas finanças públicas e privadas. O comércio e a indústria estagnaram e muitos empresários viveram o que parecia não ter fim. O transporte não parou, mas as adaptações se fizeram necessárias para que a população não ficasse desabastecida.
Com o passar do tempo, a curva de contaminação veio cedendo e o mercado começou a dar sinais de retomada. Ainda tímida, mas bastante válida para quem não quer esperar o próximo Carnaval chegar para ver a economia engrenar outra vez.
Segundo Thiago Angelis, economista do Banco Bradesco, o impacto da pandemia sobre a economia brasileira foi enorme. Em contrapartida, Angelis também vê com bons olhos o novo momento do mercado. “O varejo, a indústria de transformação e a construção civil estão praticamente nos patamares do início do ano, sendo que, nestes casos, de fato é possível falar que há uma recuperação em V em curso. Já no caso dos setores que ainda operam com restrições, a retomada acontece de forma bem mais gradual. Ainda há um bom caminho pela frente, mas entendemos que os primeiros sinais têm sido promissores: a economia brasileira deve fazer a transição para 2021 em uma recuperação mais intensa do que se imaginava no início da pandemia”, pontua.
Para o economista, isso se deve à combinação de um volume de estímulos fiscais com a reabertura das economias. “Os dois fatores ainda são centrais, tanto em termos da eventual necessidade de manter os estímulos, sobretudo fiscais, quanto em termos de quanto esta reabertura pode estar ameaçada pelo aumento do número de novos casos da Covid-19 enquanto ainda se espera por uma vacina. É justamente o equilíbrio entre estes dois fatores que vêm determinando a dinâmica dos mercados e das expectativas”, completa Angelis.
O novo normal do transporte
Talvez ainda seja cedo para falar novamente de expectativas de vendas. Mas já é possível olhar para o próximo ano com um pouco mais de otimismo. “O setor de transportes é parte relevante da indústria de transformação no Brasil e certamente contribui e seguirá contribuindo para a recuperação. O segmento tem se beneficiado de outros setores que, apesar da pandemia, têm tido desempenho surpreendente em 2020, em especial o agronegócio, que deve registrar mais um excelente ano em 2021”, ressalta Angelis. Porém, este cenário mais construtivo depende também das contas públicas brasileiras. "A sustentabilidade fiscal continua sendo, simultaneamente, um fator de risco relevante e um grande desafio para o cenário prospectivo. Um dos maiores legados da pandemia para a economia brasileira será o grande aumento do endividamento público, e neste contexto, a manutenção efetiva da responsabilidade fiscal permanece como condição necessária tanto para a manutenção da taxa Selic em patamares baixos quanto para uma evolução benigna da economia nos próximos trimestres. Como consequência, a continuidade das reformas fiscais, especialmente aquelas que miram as despesas, se torna essencial", completa.
Para a Scania, outro exemplo dessa retomada, além do cenário positivo do agro, que também responde por uma fatia de seus negócios, são as entregas dos novos caminhões a gás que, mesmo frente a uma crise global que impactou, inclusive, a abertura de suas fábricas ao redor de todo o mundo, não deixou de pensar em novas soluções para o mercado de transportes. “Independentemente do momento de crise ou não, a Scania nunca parou de fazer lançamentos e de acreditar no Brasil. Além de celebrar o que estávamos entregando em economia, seguimos firmes com o propósito da sustentabilidade no transporte, com os nossos veículos a gás. E eles já começaram a chegar nas estradas brasileiras”, destaca Roberto Barral, Vice-Presidente das Operações Comerciais da Scania no Brasil.
É claro que a jornada da Scania também será feita de outros marcos tão importantes como as vendas desses veículos mais sustentáveis. Veja o que vem por aí e o que a marca já projeta para 2021:
Caminhões
A percepção da Scania e do mercado é que
a grande maioria dos segmentos já está em
um caminho muito melhor do que estava
meses atrás, quando a pandemia começou.
“Percebemos isso por alguns indicadores
importantes: um deles pelos caminhões
conectados e outro pelo grande termômetro
que temos que é o trabalho diário com a nossa
Rede de concessionárias, que está em contato
direto com os clientes. Ainda existem muitas
exceções, mas a maioria segue um caminho
de retomada, indo para um segundo semestre
muito mais positivo que o segundo trimestre
deste ano”, comenta Alan Frizeiro, Gerente de
Vendas de Soluções da Scania no Brasil
E a Scania acompanha de perto esse
movimento. Tanto que anunciou novidades
para a linha 2020/2021 de caminhões
rodoviários, com pacotes e condições especiais
que chegam a 42% de desconto. “As conversas e
negociações começam a acontecer de maneira
mais robusta e frequente. E isso mostra que
o mercado caminha para um cenário com um
horizonte muito mais azul e sem nuvens do
que foi o período de abril a junho”, destaca o
executivo.
Além disso, já são 50 caminhões
movidos a gás natural veicular (GNV) vendidos
no mercado brasileiro,
com resultados que superam as expectativas
dos clientes e do mercado. “É a demonstração
de que a Scania vai fazer o que estiver ao seu
alcance para maximizar o que o cliente vai
entregar para o cliente dele, usando para isso
uma solução mais limpa e verde”, conclui.
Motores
Assim como o setor de caminhões, as
atividades que requerem o uso de motores
também prometem movimentar a economia
neste segundo semestre. Se por um lado
o foco principal durante a pandemia
foi atender instalações como hospitais
emergenciais e de campanha, além de
ajudar no fornecimento de energia elétrica
para indústrias alimentícias e regiões mais
remotas que não são abastecidas pelos
sistemas hidroelétricos, por outro o consumo
de energia aumentou com a crise e a
necessidade da quarentena.
Por isso, a projeção da Scania é manter
o ritmo de pedidos de novos motores
que chegam à fábrica. “Para o segundo
semestre, esperamos uma continuidade nos
pedidos destinados à geração de energia.
Adicionamos a isso o trabalho próximo que
temos junto ao mercado marítimo tanto
de embarcações de trabalho e transporte
de passageiro, dois segmentos que têm
demonstrado uma melhora em função da
necessidade das pessoas de se deslocarem
com a flexibilização da quarentena na maioria
das cidades brasileiras, como do transporte
de insumos nas regiões que são atendidas
por rios, como a região Norte do Brasil”,
explica Celso Mendonça, Gerente de Vendas
de Motores da Scania no Brasil.
De acordo com o executivo, o início do
segundo semestre foi também marcado pela
atuação da indústria da construção civil. “No
mês de agosto, percebemos um aumento
no número de obras de infraestrutura, o que
movimentou as nossas vendas de motores
destinados a equipamentos industriais e
civis”, destaca.
Outra novidade esperada para o segmento
é a ampliação do uso de motores movidos a
biogás e biometano ou gás natural. “A Scania
assumiu a vanguarda no fornecimento de
motores movidos a combustíveis limpos,
como o biogás e o biometano ou gás natural.
Temos participado de projetos em diferentes
segmentos, que terão início no começo de
2021”, comenta Celso.
Ônibus
Analisar o cenário do segmento de ônibus em
2020 é falar de desafios. O setor de transporte de
passageiros foi, sem dúvidas, o mais afetado entre
os mercados de atuação da Scania neste ano.
Segundo Fábio D´Angelo, Gerente de Vendas de
Ônibus da Scania no Brasil, a pandemia ocasionou,
no mês de abril, 90% de queda na operação dos
clientes da marca, o que exigiu cuidados e muita
dedicação. “Mesmo no segmento urbano, onde
a redução ficou por volta de 60% a 70% no pior
momento, o equilíbrio econômico das operações
com a redução da demanda de passageiros
foi o maior desafio. Diante deste cenário,
concentramos nossos esforços em estar junto
dos nossos clientes, mesmo que virtualmente,
para apoiá-los naquilo que fosse possível naquele
momento, bem como para nos prepararmos para
o momento da retomada da demanda, até então
uma grande incógnita”, pontua.
Esse acompanhamento foi feito de diferentes
formas, inclusive com o uso da conectividade
presente nos veículos. São os dados dessa
tecnologia da Scania que trazem, agora, um olhar
mais positivo para o segmento. “Por meio do
acompanhamento da frota conectada, podemos constatar que estamos em uma trajetória positiva
de retomada das operações em todo o Brasil.
No mês de agosto, por exemplo, a média de
quilometragem percorrida já atingiu 54% quando
comparada com o mês de janeiro deste ano,
período que tradicionalmente reflete o pico do
ano. Então, podemos dizer que o segmento de
transporte de passageiros está no caminho da
recuperação”, analisa Fábio.
Outro indicativo de restabelecimento das
atividades e da economia do setor de ônibus é
o crescente número de negociações de novos
veículos. “Os primeiros lotes já estão sendo
confirmados e as entregas acontecerão no
segundo semestre deste ano”, destaca. De
acordo com Fabio, em 2019 o mercado rodoviário
absorveu em torno de quatro mil chassis. Para
2020, mesmo com o grande impacto sofrido pelo
setor, ainda há a previsão de que cerca de duas
mil unidades sejam emplacadas.
Para o período também é esperada uma grande
novidade: o início das vendas do ônibus Scania
a gás. “Apesar das dificuldades e incertezas
com o futuro próximo, jamais deixamos de lado nosso compromisso com a sustentabilidade e
seguimos trabalhando para o início das vendas
do modelo a gás no Brasil ainda no segundo
semestre. Estamos vivenciando a mudança
no transporte de passageiros, visando um
ecossistema de mobilidade com emissão zero,
baseado em veículos elétricos. Será o futuro,
certamente. Mas, assim como nos principais
mercados europeus, a transição até o sistema
considerado ideal passará por tecnologias
alternativas como é o caso do gás natural e do
biometano”, explica.
Por agora, a Scania segue firme no processo
de homologação do ônibus movido a GNV e/ou
biometano para aplicação rodoviária no país. A
homologação depende de três fases: do chassi,
da carroceria e do sistema de abastecimento do
gás. A etapa do chassi já foi finalizada, inclusive
para o modelo a gás de aplicação urbana,
que irá oferecer três modelos: K 280 4x2 (de
12,5 a 13,20 metros e capacidade de 86 a 100
passageiros), K 280 6x2 (15 metros, terceiro
eixo direcional e capacidade para até 130
passageiros) e o articulado K 320 6x2/2, de 18,6
metros e capacidade para 160 ocupantes.
Serviços
A conectividade segue sendo a base dos Serviços e Soluções da Scania. É ela
que permite transformar dados em conhecimento, informação e ação para fazer
avançar cada vez mais a jornada da marca e de seus clientes. “A Scania vem
revolucionando as soluções de serviços nos últimos anos e a conectividade
associada à digitalização já nos proporcionou ferramentas e produtos de
serviços fantásticos. Mas, estamos só começando. Um futuro brilhante e digital
nos aguarda”, afirma Marcelo Montanha, Diretor de Serviços da Scania no Brasil.
Esses benefícios podem ser vistos nos 35 mil veículos conectados no Brasil,
que já lidera o primeiro lugar no mundo quando se fala de serviços completos
de conectividade na Scania. São caminhões e ônibus acompanhados de uma
maneira inteligente e com controle dos custos operacionais.
E esse trabalho
continuará sendo feito pela Scania, por meio das opções oferecidas e exclusivas
- pacotes Análise e Desempenho, Programa de Manutenção Premium Flexível,
PMS Fleet Care, Serviços Dedicados e Driver Services - para dar cada vez
mais apoio para que quem usa os veículos da marca tenha redução de gastos,
aumento de disponibilidade da frota e se mantenha ainda mais competitivo para
os desafios do mercado.
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