Crescer em um mercado desafiador exige mais do que aproveitar oportunidades. Exige planejamento e clareza sobre onde se quer chegar. Essa é a visão que acompanha a Transgobbi há mais de quatro décadas e que continua guiando as decisões da empresa.
Hoje, a operação reúne 220 colaboradores e uma frota de 115 caminhões, dos quais 75% são Scania. A mais recente etapa dessa evolução veio com a chegada de mais cinco modelos Super — três 560 R 6x4 e dois 500 R 6x2 — que se somam aos outros 25 veículos da plataforma já em operação na empresa, totalizando 30 caminhões Super na frota.
"Nossa empresa é muito conservadora, muito pé no chão. Sempre tivemos uma filosofia de renovação de frota e a Scania é uma das principais parceiras nessa estratégia. Acabamos de adquirir mais quatro caminhões Super porque acreditamos nesse planejamento e nos resultados que eles entregam", conta Mariluci de Lima Pinheiro, sócia-diretora da Transgobbi.
Mariluci de Lima Pinheiro: “Acabamos de adquirir mais quatro caminhões Super porque acreditamos nesse planejamento e nos resultados que eles entregam."
Resultado na prática
O desempenho da linha Super foi um dos fatores que motivaram a nova aquisição. Segundo Mariluci, os resultados observados na operação confirmaram, na prática, as expectativas criadas em torno da tecnologia. "Estamos vendo essa evolução acontecer. A economia de combustível realmente entregou aquilo que a Scania apresentou desde o lançamento. Comparando com a geração anterior, chegamos aos 8% prometidos e, quando comparamos com outras marcas, essa economia chega a uma média entre 10% e 11%. É um resultado muito expressivo", destaca.
Para a empresária, o impacto vai muito além da redução dos custos operacionais. "A economia de combustível está diretamente ligada à redução das emissões de CO2. Quando comparamos o Diesel Super com um caminhão movido a gás, por exemplo, percebemos que ele também se torna uma solução relevante sob o ponto de vista ambiental”, afirma. “Na Transgobbi, a sustentabilidade faz parte da nossa estratégia. Atuamos no Escopo 1, com uma frota moderna e tecnologias voltadas ao controle e à redução das emissões de CO2, e também na nossa sede, onde investimos continuamente nas melhores práticas e tecnologias de eficiência ambiental. Esse compromisso nos garantiu o Selo Ouro do PLVB – Programa Logística Verde Brasil. Por isso, o retorno não é apenas financeiro. Cada ganho em eficiência representa também um avanço concreto na redução do impacto ambiental e na construção de um transporte mais sustentável”, completa Mariluci.
Parceria construída no dia a dia
Ao longo dos anos, não foram somente essas renovações de frota que fortaleceram a relação entre a Transgobbi, a Scania e a concessionária Mevepi, mas o acompanhamento da operação e o suporte prestado sempre que necessário.
"As equipes de pós-venda da Scania e o atendimento da Mevepi sempre resolveram tudo de forma muito positiva. Vejo isso como um grande diferencial. Essa agilidade fortalece ainda mais a nossa parceria", pontua Mariluci.
"Comecei a atender a Transgobbi em 2009, ainda na época do fundador, o Gobbi. Foi uma relação que nasceu muito naturalmente. Naquele momento eu nem podia vender caminhões para eles, pela área da concessão, mas nunca deixei de passar na empresa para tomar um café e manter esse contato. Com o tempo, essa proximidade só aumentou. Hoje converso bastante com o Paulo, que é o Master Driver da empresa e, quando não consigo falar com a Mari, ele nos repassa as informações para darmos continuidade ao atendimento. Na área de vendas, muitas vezes a gente não está ao lado do caminhão, mas faz questão de ligar para entender o que aconteceu e acompanhar tudo de perto. Sempre digo que nosso papel é estar presente. E essa proximidade fortaleceu uma relação de confiança construída ao longo dos anos", detalha Mauro Esteves, Consultor de Vendas de Soluções da Casa Scania Mevepi.
Preparando o amanhã
Enquanto amplia sua operação, a Transgobbi também se prepara para uma nova fase da empresa, marcada pelo processo de sucessão familiar e pela formação de novas lideranças.
É o vem acontecendo com Thyago Gobbi, filho de Mariluci e Clovis Gobbi. “Fui ano passado com o grupo do NextGen da Scania para São Francisco, nos Estados Unidos. Lá não estudamos somente sobre transporte, mas sobre inovação no mundo, dentro do maior polo de tecnologia. Foi uma experiência muito boa. Agora estou atuando na parte de manutenção para entender o coração do transporte e me preparando para quando a sucessão acontecer. Preciso aprender passo a passo, pois não posso querer exigir algo de alguém sem antes passar pelo que a pessoa passou”, explica Thyago. “Faço faculdade de administração e estudo inglês, que é também muito importante. Participo dos encontros da COMJOVEM e vou aos eventos do setor, para seguir me atualizando no mercado. Estarei, inclusive, na IAA Transportation, em Hannover, na Alemanha, junto com o grupo do Consórcio Scania”, completa.
Thyago Gobbi: “Agora estou atuando na parte de manutenção para entender o coração do transporte e me preparando para quando a sucessão acontecer.”
“Mesmo sendo uma empresa familiar, tentamos ao máximo profissionalizar os nossos negócios. Nunca passou pela nossa cabeça colocar o Thyago na sucessão e ficar do meu lado, mas sim passar por todos os setores. Para assumir uma empresa, você tem que ter conhecimento muito aguçado, empatia, trabalhar, saber que vai ter que sujar suas mãos de graxa junto com seus funcionários. Entender do processo para depois coordenar”, detalha Mariluci.
Ela conta que faz questão de separar os papéis: “Mãe eu sou em casa. Aqui, eu sou empresária. Tento passar para ele meus ensinamentos com minha experiência de 30 anos de transporte, para colocá-lo dentro da realidade da empresa como se eu não estivesse aqui. Ao mesmo tempo, é muito gratificante ver que o meu trabalho como mãe e empresária está rendendo bons frutos quando olho para o ser humano que ele se tornou”, orgulha-se. “Quando falamos de sucessão aqui na Transgobbi, Thyago é só uma peça. Temos toda uma equipe preparada e tenho muito orgulho de estar em um time como esse. A gente nunca perde a qualidade para ter frete, somos muito conservadores e foi isso o que fez a gente chegar até aqui, completando 43 anos de mercado. A Transgobbi só é o que é pela equipe que tem”, conclui Mariluci.
Mariluci ao lado do filho e sucessor, Thyago Gobbi
Investir em pessoas, preparar o futuro
Se o planejamento orienta as decisões da Transgobbi quando o assunto é renovação de frota, a mesma lógica também vale para quem está ao volante. Enquanto boa parte do setor enfrenta dificuldades para contratar motoristas, a transportadora afirma viver uma realidade diferente, resultado de uma política de valorização das pessoas construída ao longo dos anos.
Hoje, a empresa conta com cerca de 120 motoristas e mantém um quadro de colaboradores marcado pela baixa rotatividade. Para Mariluci, esse cenário é consequência de uma cultura que enxerga cada profissional muito além de um número.
"Nós prezamos muito pelo ser humano. Não enxergamos nossos colaboradores como números, mas como pessoas. Emprego para motorista existe em qualquer transportadora. O diferencial está em oferecer um ambiente onde ele seja valorizado, respeitado e tenha qualidade de vida. Pagar bem é importante, mas empatia e cuidado com as pessoas fazem toda a diferença. É isso que explica por que não enfrentamos a mesma dificuldade que o mercado tem para encontrar motoristas", revela.
Esse cuidado também aparece na rotina da operação. A Transgobbi mantém uma equipe de cinco motoristas manobristas, responsáveis por movimentar os caminhões durante as operações de carga e descarga enquanto os condutores descansam, contribuindo para mais segurança, bem-estar e produtividade.
Mas um dos projetos que mais orgulha a empresa começou ainda em 2014. Naquele ano, a transportadora criou uma escolinha de formação de motoristas para preparar profissionais sem experiência e desenvolver novos talentos para o transporte rodoviário de cargas.
Coordenado por instrutores de frota, o programa seleciona candidatos habilitados e oferece treinamento prático e acompanhamento antes que eles assumam a operação. Desde sua criação, dezenas de motoristas já foram formados pela iniciativa, muitos deles ainda atuando na própria Transgobbi.
"Nós não criamos esse projeto porque faltavam motoristas. Fizemos porque entendemos que essa era uma maneira de formar bons profissionais e contribuir com o futuro da nossa empresa e do transporte", conta Mariluci.
Formando quem move o Brasil
O compromisso com a formação vai além dos limites da transportadora. Em parceria com entidades do setor, a empresa também desenvolve ações para apresentar a profissão às novas gerações. No mês de agosto, por exemplo, a equipe irá ministrar uma palestra de valorização para mais de 100 jovens do 3º ano do Ensino Médio de escolas municipais de Araquari, cidade de Santa Catarina onde está localizada a matriz da Transgobbi, com o intuito de conversar com os estudantes sobre as oportunidades da carreira.
"Precisamos mostrar que a profissão de motorista mudou. Hoje ela exige conhecimento em tecnologia, sistemas e aplicativos, é uma carreira valorizada e bem remunerada. A média de idade dos motoristas está cada vez mais alta, então todos nós — empresas, entidades e sociedade — precisamos fazer a nossa parte para despertar o interesse dos jovens e preparar a próxima geração", destaca.
Para a empresária, investir na capacitação das equipes é tão importante quanto investir em tecnologia. "Se eu deixar de treinar as pessoas por medo de que elas saiam da empresa, quem perde sou eu. O papel da empresa é oferecer desenvolvimento, criar um ambiente em que as pessoas queiram permanecer e entender constantemente o que pode melhorar. É assim que um negócio consegue crescer e se perpetuar", conclui Mariluci.