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[ Sustentabilidade ] -- 07/12/2021
[ Texto: 528 - Comunicação com Propósito / Fotos: Scania ]

Qual o papel da liderança quando o assunto é sustentabilidade?

Essa pergunta foi respondida por três CEOs convidados para o primeiro painel do Sustainable Talks 2021. A tomada de decisão em um ambiente de pressão na corrida pelo Acordo de Paris, as metas da COP26 e as expectativas dos stakeholders também foram discutidos no encontro.
A terceira edição do Sustainable Talks começou em grande estilo. Este ano, o evento trará luz para questões cada vez mais urgentes quando o assunto é o futuro do planeta. E no primeiro dia, nada melhor do que reunir líderes importantes para o setor de transportes para mostrarem o que o Brasil tem feito e o que ainda precisa fazer para transformar o mundo na direção do que todos nós queremos ver.
A Diretora da European Sustainable Growth Acquisition Corp e Escritora, Elaine Weidman-Grunewald, fez a abertura do evento e brilhantemente provocou reflexões sobre o papel da liderança e das empresas frente o maior desafio que já enfrentado pela humanidade. “Não é somente sobre se preocupar em como as pessoas percebem a sua marca, mas saber qual impacto da sua empresa gera na sociedade. É por isso que os líderes precisam ter seu papel de ação e olhar por essas lentes da sociedade”, destacou.
Elaine é também autora do livro “Sustainability Leadership – A Swedish Approach to Transforming your Company, your Industry and the World” | ‘Liderança de Sustentabilidade – Uma abordagem sueca para transformar sua empresa, sua indústria e o mundo’, em português. E foi com base nessa obra e nos seus mais de 20 anos de experiência executiva internacional que ela provocou a audiência a refletir sobre a importância da governança para a sustentabilidade. “Muitas empresas quando estabelecem alvos de sustentabilidade para até 2050 serem carbono neutro, eu vou além e questiono: quem na sua equipe de gestão será responsável em 2050 por cuidar dessa questão? Temos que nos perguntar: será que estamos fazendo tudo que podemos? Como podemos fazer algo dentro das nossas funções nas empresas? Vamos pensar em dois, cinco anos, e depois trabalhar incrementalmente até 2050”, indagou.
É o que temos visto acontecer, especialmente com a agenda ESG ganhando cada vez mais espaço no cerne da gestão das companhias. É o que nos faz crer que as reais mudanças estão mais próximas. Um exemplo que alimenta esse otimismo é a presença marcante das empresas e dos governos na COP26 (26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que há menos de um mês levou o mundo inteiro a voltar os olhares para as questões climáticas.
Carlo Pereira, secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global e acompanhou de perto tudo o que foi discutido e acordado durante o evento em Glasgow, na Escócia, e participou do primeiro painel do Sustainable Talks. “A COP este ano foi diferente. Tivemos meses antes uma série de eventos para pressionar negociadores e chefes de estado para chegarmos a resultados satisfatórios no final. Durante o evento, tivemos uma série de mini acordos. Os CEOs sempre foram à COP, mas não tanto quanto agora”, comentou.
Para o executivo, é preciso pensar além do carbono, tema de outros eventos e até mesmo de edições da Conferência. “Precisamos tirar o foco um pouco somente do carbono e pensar em outras coisas como na justiça climática, nas perdas e danos, nos financiamentos e em outros temas que começam a ser tratados com mais profundidade e clareza”, ressaltou.
Depois da abertura inspiradora de Elaine e das atualizações sobre a COP26, subiram ao palco do Sustainable Talks três CEOs convidados e que já colocam em prática junto das empresas que lideram o compromisso pelo planeta e o olhar sistêmico que esse objetivo requer: Christopher Podgorski, Presidente e CEO da Scania Latin America; André Clark, Diretor-geral da Siemens Energy Latin America; e Antônio Simões, CEO da Comgás.
A conversa ressaltou a importância das parcerias como ferramenta de ação para a mudança. “É preciso reunir aliados em torno de um tema que precisa ser acelerado. Estou convicto de que podemos e devemos ir mais longe. No caso do nosso ecossistema, as tecnologias para descarbonizar já estão ao nosso alcance. Começamos a nossa jornada em 2016 e naquela época pouco se falava e entendia a
necessidade de descarbonizar um setor que é responsável por 14% das emissões dos gases de efeito estufa. Mas nos últimos anos estabelecemos diálogo com os principais atores desse ecossistema e avançamos em nossa jornada”, destacou Christopher.
André Clark reforçou o discurso ao compartilhar as boas práticas da Siemens Energy. “A Siemens Energy é nova, está há um ano no mercado, embora faça parte de uma companhia com mais de 100 anos. Nós não servimos mais carvão. O mundo energético roda quase 40% a carvão e isso para nós é uma transição gigante. O mundo
da energia era o mundo da certeza. Agora a nossa empresa se remodela a cada seis meses. O que está por trás dessa realidade é o novo conceito econômico de energia: o custo marginal zero. Quando o sol brilha, o custo para gerar energia é zero. Isso associado ao fato de que a humanidade tem recurso para fazer essa transição. Foi assim que a empresa foi criada, para trazer para o planeta e para o Brasil a ideia do hidrogênio verde, um combustível oriundo da ideia de custo marginal zero”, revelou.
Antônio Simões, além de falar sobre o cenário energético no Brasil e sobre as metas da Comgás em sustentabilidade, ressaltou a importância da parceria com a Scania no desenvolvimento da cadeia de distribuição do gás natural e do tão esperado biometano. “A Comgás se posicionou e tem como uma de suas metas, inclusive, determinar que o biometano vai fazer parte da nossa matriz de suprimento. Mais do que isso, vamos trabalhar para viabilizar a infraestrutura para o crescimento dessa matéria. Temos a sorte de estar em um estado que é muito rico, o nosso pré-sal caipira, que tem uma riqueza muito grande de gás renovável e que vai se disponibilizar com o tempo. Nosso papel é trazer isso para a matriz, viabilizar a infraestrutura e fazer com que esse combustível se escale de maneira viável. O Brasil é um país essencialmente rodoviário, então temos a missão de começar por algum lugar e temos trabalhado em parceria com a Scania para viabilizar essa substituição do diesel pelo gás, criando uma infraestrutura que depois também poderá ser utilizada para o biometano”, ressaltou.
Abaixo, você pode ver o painel na íntegra e conferir mais detalhes sobre o que pensam os CEOs convidados para o primeiro dia do Sustainable Talks 2021:

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