Água Doce é uma cidade do interior do estado de Santa Catarina com pouco mais de 7 mil habitantes. O clima é ameno durante todo o ano e o inverno é rigoroso. Rica em lavouras, a região é também propícia para a criação de gado, sendo uma referência quando se fala em raças de animais de qualidade. É de lá que sai boa parte das carnes nobres que você costuma ver nos cardápios dos restaurantes mais renomados de todo o Brasil. E é dessa atividade que dependem muitas famílias água-docenses, como são chamados os conterrâneos.
Rafael José Dri é um deles. Junto com a família, ele dirige o Grupo Dri, formado pelas empresas Frigorífico Dri e Transportes R.R. Dri. Ao seu lado, Rafael conta com o trabalho do irmão, Rodrigo, à frente da transportadora; da mãe, Marilise, e da irmã, Ana Carolina, que cuidam das finanças das duas empresas; e do pai, Gilberto, que fundou o Grupo e hoje se dedica ao agronegócio e à criação de gado.
Juntos, eles também proporcionam trabalho e renda a muitas outras famílias, já que empregam de 60 a 65 funcionários diretos no frigorífico e outros tantos indiretos na agropecuária. E se a gente pensar no fluxo de toda essa cadeia, em quantas outras pessoas de cada uma dessas famílias estão envolvidas nesse contexto, dá para entender o tamanho da responsabilidade de seguir de pé frente a essa crise sem precedentes que estamos enfrentando. Sem falar na logística de transporte necessária para manter as empresas funcionando e, mais do que isso, para fazer com que não falte carne na refeição do brasileiro, especialmente em um momento como esse.
“Para nós, empresários, que estamos trabalhando nesse momento, contribuindo não só no transporte, mas com a economia e a indústria, a preocupação é muito grande. Todo cuidado é pouco para não termos nenhum foco da doença nem casos de contaminação. É uma responsabilidade enorme poder contribuir, tanto com a nossa parcela na economia como para continuar gerando emprego, dando sustento para cada
família que depende de nós. Ao mesmo tempo, somos uma classe beneficiada porque vemos tantas empresas que não estão conseguindo trabalhar nem se manterem abertas e estão sofrendo mais com isso”, afirma Rafael.
Felizmente, o lado positivo dessa história é a realidade das empresas do Grupo. O frigorífico continua firme e forte no abate dos animais, no fornecimento da carne bovina ao mercado brasileiro e na manutenção da renda de tantas famílias catarinenses.
E a transportadora também contribuiu para manter o Brasil funcionando. Mas, é claro, sentiram o baque da crise, como todo e qualquer segmento no Brasil.