Jornada Scania







[ Sustentabilidade ] -- 07/12/2021
[ Texto: 528 - Comunicação com Propósito / Fotos: Scania ]
No último dia de Sustainable Talks, veja o que os convidados falaram sobre os desafios do mercado para atingir as metas de carbono neutro, a importância de políticas públicas que incentivem o investimento em infraestrutura e como questões ambientais e biodiversidade geram impacto na América Latina.
“Então você quer mudar o mundo sozinho?
Não estou sozinho, só estamos espalhados...
..., mas já começamos a nos reunir.”
O diálogo dos quadrinhos de Armandinho, de autoria do ilustrador e cartunista Alexandre Beck, traduz a essência do quarto e último dia do Sustainable Talks. Com o tema “Financiando o futuro carbono neutro”, o encontro mostrou o quanto é preciso unir forças e ações entre empresas e sociedade para que a virada de chave para um mundo livre de fontes fósseis realmente aconteça.
E se esses riscos que assolam o planeta impactam também as questões financeiras, não há mesmo outro caminho que não seja abandonar a bengala da redução das emissões para buscar apoio em ações reais pelo futuro carbono neutro.
O assunto foi bastante explorado e discutido durante o painel pelos dois convidados para o debate: Josilene Ticianelli Vannuzini Ferrer, Assessora da Presidência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), e Moisés Basílio, Gerente de Sustentabilidade da EcoRodovias.
Josilene, além de comentar sobre as decisões abraçadas pelo Brasil durante a COP26 para atingir os objetivos de carbono neutro, também explicou em detalhes o Acordo Ambiental de São Paulo, inspirado no Acordo de Paris. “O Acordo Ambiental de São Paulo se inspira no Acordo de Paris. Lá, é um grande pacto entre países e quando um país adere ao Acordo, ele passa a ser obrigatório para quem aderiu. Nos inspiramos nessa ideia e construímos um modelo voluntário. Não é uma legislação, a adesão é voluntária e está sendo compactuada pelo esforço de redução de emissão de gases de
efeito estufa. Começamos com 50 aderentes e nesse período de pandemia a iniciativa se expandiu. Hoje, estamos perto de 1.400 aderentes, entre empresas pequenas, médias e grandes, municípios e constelações de instituições, aréas públicas, todos chegando por iniciativa voluntária. Recentemente chegaram grandes grupos como Pão de Açúcar, Grupo Assaí, Albert Einstein, entre outros. Para aderir, basta entrar no site da CETESB, localizar o termo de adesão, preencher, assinar, digitalizar o documento e nos enviar novamente. Uma vez integrada ao sistema, a empresa passa a ser convidada para participar das reuniões, lives e cursos de capacitação, e assim as iniciativas vão acontecendo”, explicou.
A assessora também reforçou a importância da gestão de um outro problema que afeta grandes centros e que prejudica a evolução das ações por um futuro mais sustentável: o lixo das cidades. “Em 1997, fizemos uma série de seminários sobre cidades sustentáveis e se constatou que uma das grandes questões em São Paulo era a gestão de resíduos. Começamos a pontuar a cada município a gestão de seus aterros. A progressão de 97 para hoje é impressionante. Mas a CETESB tem a missão de acompanhar esse esforço, pois a gestão é municipal. São muito bem-vindas quaisquer ideias de aproveitamento do resíduo, porque, claro, o melhor resíduo é aquele que não foi gerado. Porém, sabemos que vivemos numa sociedade de consumo e temos que lidar com isso. Então quanto mais tivermos uma Prefeitura que investe em coleta seletiva e outras ideias, melhor será para a cidade como um todo”, reforçou.
Moisés abordou outros temas igualmente importantes nessa jornada de transformação, como circularidade de materiais, metas de sustentabilidade claras e baseadas em ciência e os desafios na busca pela eficiência no transporte sustentável nas rodovias do país. “Somos 10 mil pessoas trabalhando no Brasil. Estamos presentes em nove estados, o que mostra a nossa capilaridade. Temos trabalhado em parcerias para buscar essa eficiência no transporte, sempre revisando nossas metas de emissões. Passamos a utilizar asfalto de borracha, que traz maior conforto e segurança, durabilidade e trabalha o conceito da economia circular, pois podemos utilizar pneus que seriam descartados para serem transformados nesse material”, contou.
Para ele, o olhar europeu tem influenciado o trabalho aqui no Brasil. “As empresas que aderem a agenda ESG precisam ter cuidado e fazer aquilo que precisa ser feito. Muitas vezes há uma visão ampla do investidor internacional e a empresa não está olhando para o de maior impacto. Então é necessário que essa agenda seja feita de acordo com cada operação”, comentou.
Além dessas mensagens de otimismo e ativismo pelo tema, o evento trouxe dicas de leituras e documentários para serem consumidos por quem não se cansa pela busca por conhecimento. Afinal, é como disse Armandinho, em seu diálogo no início desse texto: ninguém muda o mundo sozinho, “mas já começamos a nos reunir”.
Confira as sugestões de materiais e o encontro na íntegra:
Documentários:
Livros:

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