Jornada Scania
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[ Acontece na Scania ] -- 08/05/2022
[ Texto: Simone Leticia Vieira / Foto: Arquivo pessoal ]
Para celebrar o Dia das Mães, ouvimos a história de Simone Carvalho, mãe e motorista, para saber como ela vem conciliando dois dos seus grandes sonhos, na estrada e na vida.
O sonho dela era ser motorista de caminhão. Mas também era ser mãe. Como conciliar os dois desejos se ambos precisam de cuidado, atenção e dedicação? Simone Carvalho sabe bem como responder a essa pergunta. Com calma, apoio da família e a certeza de que tudo acontece no tempo certo, ela segue realizando seus dois sonhos, ainda que um deles – o de voltar a dirigir pelas estradas do Brasil – esteja em um período de pausa, momentânea e necessária.
Há exatamente um ano, nascia a sua terceira filha. Um grande presente de Dia das Mães, já que a pequena Maria Heloísa resolveu vir ao mundo justamente no segundo domingo do mês de maio em 2021 e celebrar a data no colo da mamãe. Mãe de outras duas crianças – uma menina de 13 anos e um menino de 8 -, Simone celebra este Dia das Mães compartilhando com a Revista Jornada um pouco da sua história para inspirar você, leitor (a), e representar as tantas mamães que, sejam nas estradas do Brasil ou da vida, se dividem para realizar seus próprios sonhos e os de seus filhos.
Por trás do volante
A paixão pelo volante e a vontade de estar na estrada vieram por acompanhar a profissão do esposo, Douglas, também motorista. Juntos há 24 anos, o casal já até perdeu as contas de quantas viagens fizeram juntos a bordo do Scania. “Meu marido começou no caminhão, era o sonho dele. Éramos mais jovens, fomos embora da nossa cidade [Francisco Beltrão, sudoeste de Santa Catarina] e assim que ele pegou o primeiro caminhão para trabalhar, ele me ensinou a dirigir. Eu não tinha habilitação para conduzir caminhão ainda, mas ia com ele na cabine olhando a estrada e aprendendo. Me lembro até hoje de uma viagem que fizemos para Jundiaí (SP) e encontrei pessoalmente com uma caminhoneira. Ali eu já me via, como ela, mas no futuro, sendo motorista também”, lembra Simone.
Depois de cinco anos juntos na estrada e de volta à sua cidade natal, Simone engravidou da primeira filha. Mas isso não a impediu de seguir viagem ao lado do marido. “Eu só parei quando chegou a fase de a minha filha começar a estudar. Aí precisei ficar em casa para que ela pudesse frequentar a escola”, conta.
Mais cinco anos se passaram, e veio o segundo filho. “Com duas crianças pequenas, não dava para seguir viagem direto. A educação dos nossos filhos, claro, vinha em primeiro lugar. Mas no período de férias escolares nós viajávamos os quatro juntos”, destaca.
Sonhos e oportunidades
Até que surgiu a oportunidade de Simone também assumir o volante, como motorista e não somente espectadora dentro da cabine. “Há uns cinco anos, estava viajando com meu marido já há dois meses, e o patrão dele disse que eu poderia fazer a carteira que ele me daria emprego. Eu providenciei minha habilitação para dirigir caminhão e passados dois anos, eu ainda não tinha conseguido uma oportunidade, Mas, como eu sempre digo, tudo tem o tempo certo para acontecer. Chegamos em Nova Mutum (MT) para fazer um carregamento e chegou um rapaz da mesma empresa onde meu marido trabalhava com um caminhão e disse que aquela vida na estrada não era pra ele. Ele simplesmente abandonou o caminhão e voltou de ônibus para a nossa cidade. Foi então que eu peguei o caminhão que estava carregado e fiz minha primeira viagem sozinha para levar a carga até Fortaleza (CE). Foram quase 4 mil km de viagem dentro da cabine do caminhão que tem o meu coração, um Scania, é claro. Sou apaixonada”, orgulha-se.
Nascia ali a Simone motorista, que realizava seu sonho, mas em contrapartida também sentia muita saudade. Durante as viagens, os dois filhos ficavam com a sogra, mas o coração dessa mãe, mesmo estando a quilômetros de distância, de certa forma nunca pegou a estrada e sempre esteve em casa, ao lado das crianças. Afinal, Simone chegou a passar cerca de três meses fora de casa. “Eu sofri bastante porque ficava muito ansiosa. Mas minha sogra sempre me deu muita força. Eu chorava muito. Tinha dias que via uma criança passar na rua e chorava de saudade”, lembra.
Ao mesmo tempo, o sentimento de sonho realizado fazia parte da sua rotina na estrada. “Quantas vezes eu respirei dentro da cabine, naquelas filas enormes de caminhão no trânsito e pensei: ‘eu sou mulher e estou aqui, realizando o meu sonho em meio a um universo tão masculino’. Você senta e se vê na estrada, a responsabilidade é toda sua. A sensação de conquista é muito boa”, orgulha-se.
Conquista que ela deve a uma outra mãe, que também fez a diferença na estrada da vida de Simone. “Minha sogra é como uma mãe para mim. Só consegui ir para estrada porque sabia que meus filhos estavam bem cuidados com ela me ajudando. Só pude realizar meu sonho porque ela me apoiou e ficava com as crianças para mim. Devo isso a ela”, emociona-se.
Na hora certa
As viagens a bordo do Scania R 440 eram mesmo longas. “Eu saía carregada de iogurte da cidade de Guaíra, no Paraná, e subia para o Mato Grosso ou Rondônia. De lá, descia com o caminhão vazio até Nova Mutum (MT) para transportar o que é o nosso forte hoje, carne suína, até o Nordeste. E do Nordeste eu voltava para Cuiabá ou Nova Mutum (MT) com o caminhão cheio de sal, descarregava e carregava novamente para o Nordeste do Brasil”, explica.
Foram quase dois anos nessa rotina até a chegada da notícia da gravidez da terceira filha. “Foi um susto. Estávamos trabalhando para juntar dinheiro e realizar dois novos sonhos: o da casa própria e a compra do nosso próprio Scania. Mas, como seu sempre digo, tudo tem a hora certa de acontecer. Trabalhei até os sete meses e meio da gestação e quando passei a ficar em casa, conseguimos comprar o nosso caminhão, um G 420 da Nova Geração”, conta.
O modelo participou de mais um momento especial da vida do casal: o chá de bebê da pequena Maria Heloísa. “Era meu sonho desde que engravidei colocar os dois veículos frente a frente e fazer sair a fumaça do escapamento do caminhão. E saber dessa forma que era uma menina que estava chegando foi surpresa, pois duas amigas cuidaram dos detalhes do chá. Foi uma felicidade imensa para nós”, relembra Simone.
Mas os sonhos dessa mãe e motorista não param aqui. Um ano depois, ela já voltou a viajar com o marido e a bebê, apenas como acompanhante. Mas planeja voltar em breve para a estrada como motorista. “Temos planos para eu voltar a dirigir e estamos nos organizando para comprar mais um Scania no ano que vem”, idealiza. Incentivo, apoio, competência, estrada e paixão certamente não irão faltar.
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