Respira, vai ficar tudo bem!

09/04/2020

Respira, vai ficar tudo bem!
Ao menos é assim que toda a população tem tentado pensar nesse momento de crise.
Mas, mais do que pensar e confiar que essa fase vai passar, os colaboradores da Scania têm feito a sua parte pelo bem coletivo.
Imagine só: são 3,6 mil respiradores mecânicos sem uso no Brasil – e boa parte desse total no Estado de São Paulo – que poderiam estar em atividade para ajudar a salvar vidas. É desolador pensar nessa triste realidade. Mas, graças ao poder do bem, já existe uma rede voluntária de pessoas que, com suas expertises e uma dose caprichada de boa vontade, estão trabalhando para restaurar esses equipamentos e devolvê-los à rede pública de saúde.
É claro que você já deve ter lido algo a respeito nos últimos dias. O assunto foi notícia em diferentes veículos de comunicação: a Scania se uniu a um grupo de outras nove grandes empresas para ajudar o projeto do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e reparar ventiladores pulmonares que estão inoperantes.
O que a gente quer te contar é como essa história acontece nos bastidores, dentro da fábrica da Scania Brasil. A começar pelo grupo de voluntários – sim, você leu corretamente – que se disponibilizou a trabalhar para combater o coronavírus, assim como outros tantos heróis que temos visto em meio à pandemia, como os profissionais da saúde, do transporte, da logística, e todos aqueles que atuam em atividades essenciais para servir a população.
São dez profissionais diretamente ligados ao reparo e higienização dos aparelhos, incluindo técnicos de manutenção, limpeza e logística de peças. Mas, ao todo, o projeto envolve cerca de 30 pessoas, de diversas áreas, desde segurança patrimonial, segurança do trabalho, gestão da saúde à diretoria e área de relações corporativas da empresa. “Nossa equipe está preparada para garantir a entrega dos ventiladores em um processo estruturado, como de uma linha de montagem”, pontua Fábio Cardoso, Planejador de Manutenção da Scania.
A previsão é que inicialmente a equipe esteja dedicada ao projeto por 60 dias. A ideia é consertar a maior quantidade possível de respiradores durante esse período. Mas, é claro, a iniciativa da Scania não para por aí e será mantida pelo tempo que for necessário e determinado pelo SENAI.
Como tudo acontece
A Scania construiu, em um espaço exclusivo no ginásio poliesportivo do Scania Clube, o local adequado para poder realizar este trabalho. A fábrica já tinha, por sua tecnologia e expertise, os materiais necessários para a manutenção, mas também criou uma estrutura de logística específica para garantir a segurança dos voluntários que manuseiam os aparelhos.
Foi ali que chegaram os primeiros respiradores, trazidos pelos próprios colaboradores. Foram 21 aparelhos, retirados voluntariamente em um hospital localizado no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Depois disso, a Scania recebeu outras 15 unidades, de hospitais da Baixada Santista, totalizando 36 respiradores para serem reparados.
Todos os equipamentos passaram por um rigoroso processo de segurança. Eles foram higienizados antes de sair das unidades de saúde e o processo foi repetido dentro da Scania. Após essa limpeza, os respiradores entraram em quarentena por 24 horas para só depois serem inspecionados e abertos para manutenção.
“Os colaboradores estão realizando os trabalhos de forma segura, usando os EPIs adequados e com treinamento para o uso correto, com rigor além do esperado, o que nos deixa tranquilos neste projeto de colaboração”, conta Dra. Ednalva Siqueira, Médica do Trabalho da área de Gestão de Saúde da Scania.
É hora de salvar vidas
Ao final, quando os ventiladores já estão consertados, eles são devidamente testados, mas a aferição, calibração e certificação são realizadas por uma empresa especializada.
Vale lembrar que a rede voluntária conta com 25 pontos de manutenção, dos quais dez são unidades do SENAI e 15 estão em plantas das empresas.
“Ver esta iniciativa tomando forma acende a chama de esperança no coração e fico um pouco mais aliviado, pois a cada entrega deste time, estamos contribuindo para melhorar o atendimento nos hospitais. Nossa maior vitória é saber que este grupo está contribuindo para salvar vidas e isso não tem preço”, destaca Douglas Bonfim, Gerente da Manutenção Brasil.
Alguém tem dúvidas de que unir empatia com solidariedade, dedicação e otimismo só pode dar certo? Se você ainda as tem, espere pelas próximas boas notícias que certamente ainda teremos depois desse momento nebuloso que o planeta vive. Acredite e respire, vai ficar tudo bem.
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